Capitão América & os Vingadores Secretos # 5

Por Lielson Zeni
Data: 16 março, 2012

Capitão América & os Vingadores Secretos # 5Editora: Panini Comics – Revista mensal

Sem saída (Captain America # 610) – Ed Brubaker (roteiro), Butch Guice (desenho), Rick Magyar e Butch Guice (arte-final) e Dean White com Frank Martin e Paul Mounts (cor);

A vida secreta de Max Fury (Secret Avengers # 5) – Ed Brubaker (roteiro), David Aja, Michael Lark e Stefano Gaudiano (arte) e Jose Vilarrubia (cor);

Guerreiros secretos (Secret Warriors # 21) – Jonathan Hickman (roteiro), Mirko Colak e Alessandro Vitti (arte) e Andre Mossa e Imaginary Friends Studio (cor).

Preço: R$ 6,50

Número de páginas: 72

Data de lançamento: Novembro de 2011

Sinopse

Sem saída – Finalmente, o confronto entre Bucky Barnes e o Barão Zemo.

A vida secreta de Max Fury – Um Modelo de Vida Artificial criado pela S.H.I.E.L.D. para substituir Nick Fury acaba ganhando vida, consciência e até um nome: Max Fury.

Guerreiros Secretos – Nick Fury e seus Guerreiros Secretos foram emboscados pela Hidra. Agora, eles terão que atravessar o cerco, confrontar Madame Hidra, Barão Striker e Gorgon, plantar uma bomba e saírem vivos dali.

Positivo/Negativo

Esta revista traz um mix muito bem composto. O leitor acompanha uma linha de história que está presente nas três séries. Mas isso não quer dizer que as tramas se enrolam ou se cruzam. Elas são independentes umas das outras (pelo menos até esta edição).

Todas as aventuras têm um clima de espionagem e um sabor de vilão (ou organização) que quer dominar o mundo.

Algum leitor pode levantar a mão lá no fundo e perguntar se isso não é um clichê. Uma resposta possível é: um pouco menos do que “garoto ama garota, mas algo os impede de serem felizes”.

O leitor há de perceber que o clichê não está na estrutura de base das narrativas (sejam elas quais forem), mas na repetição de ações e reações do meio e dos personagens.

Ou alguém acha que o trabalho de Jim Steranko com o a série Nick Fury nos anos 1970 era clichê?

Esclareça-se que, embora bem-sucedidas, as três séries da revista não são tão atraentes quanto o trabalho do mestre Steranko (aliás, poucos conseguem isso). Mas aí já é outro assunto.

A revista abre com o encerramento do combate entre Bucky e Zemo. É uma boa história de ação que vai bem quando a arte de Butch Guice funciona. Não se sabe se é a arte-final (há outro arte-finalista creditado) ou a pressa que atende pelo nome de prazo, mas a inconstância nos desenhos atrapalha bastante a fluência narrativa. Basta comparar as páginas 6, 7 e 8 (alguém se lembrou do Steranko nessa última?) com as finais.

A seguir, a melhor aventura do gibi. Ed Brubaker trabalhou muito bem, ainda que pouco, a questão da identidade num mini-complexo de Frankenstein entre Nick e Max Fury. A arte é dos soberbos David Aja e Michael Lark. O time de desenhistas consegue ser melhor que Mike Deodato, responsável pelo traço no arco anterior.

Encerra a revista, Guerreiros Secretos. Apesar de algumas situações clichês, como as coisas se resolverem no último segundo, é uma trama passável. A arte está na média, embora a narrativa seja prejudicada pelo excesso de páginas inteiras e duplas.

Mesmo não fugindo do modelo de super-herói e de todos os problemas que esse alinhamento temático traz, a revista é um bom exemplar das tramas dos seres superpoderosos, que certamente vai agradar o público que quer esse tipo de ação nas páginas de uma HQ.

Classificação

2,5

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