Cinderela – Da Cidade da Fábulas, com amor

Por Renato Félix
Data: 15 março, 2016

Cinderela – Da Cidade da Fábulas, com amorEditora: Panini Comics – Edição especial

Autores: Chris Robinson (roteiro), Shawn McManus (desenho) e Lee Loughridge (cores) – Originalmente em Cinderella – From Fabletown with Love # 1 a # 6. Tradução: Rodrigo Barros e Fabiano Denardin.

Preço: R$ 21,90

Número de páginas: 144

Data de lançamento: Maio de 2015

Sinopse

Agente do serviço secreto da Cidade das Fábulas, Cinderela precisa investigar quem está vendendo itens mágicos para os “mundanos” (pessoas normais da Terra, sem poderes), colocando em risco o segredo de que fábulas estão exiladas em nosso mundo.

Positivo/Negativo

Dos derivados lançados no Brasil da série Fábulas, de Bill Willingham, as duas minisséries estreladas por Cinderela estão entre os melhores. Da Cidade das Fábulas, com amor é a primeira, seguida por Fábulas são eternas, que também já saiu por aqui.

Pelos títulos, o tom já fica claro: Cinderela é uma espécie de James Bond da Cidade das Fábulas, o grande grupo de personagens fictícios que há séculos, fugindo de um tirano em seu mundo paralelo (as Terras Natais), veio buscar abrigo secretamente no nosso.

Respondendo ao xerife Fera, ela é enviada pelo mundo em missões perigosas.

E, como em todo filme de 007, a trama já começa com Cindy em plena ação – no alto do Big Ben, em Londres. E logo precisa ir a Dubai investigar e impedir o tráfico de artefatos mágicos vindos das Terras Natais, ao lado de aliados improváveis como o Gato de Botas e Aladim, que também está no caso, a serviço das Fábulas Árabes.

Como acontece muito em Fábulas, a personagem está bem distante de seu jeito de ser consagrado – neste caso, principalmente pelo longa-metragem animado clássico da Disney, de 1950. Há sempre referências a seu conto – ela é dona de uma loja de sapatos em Nova York –, mas Cinderela tem pouco de meiga e nada de indefesa.

Pelo contrário (e também no espírito de James Bond), ela é dura na queda e sempre tem uma piada pronta para ser dita. Com os recordatórios da narração em primeira pessoa, não faltam oportunidade para frases espertinhas. São tantas, que muitas vezes o comportamento da personagem resvala no clichê das frases feitas dos quadrinhos de aventura.

Por sorte, o bom humor prevalece, com bem arquitetados elementos-surpresa na trama. Tudo aliado aos desenhos de estilo clássico e traços limpos de Shawn McManus, que também é ilustrador de livros infantis. As capas da canadense Chrissie Zullo, em seu primeiro trabalho com quadrinhos, são um show à parte.

Cinderela apareceu pouco nas 150 edições regulares de Fábulas. Sua performance nesta minissérie leve e divertida mostra que estava mesmo subaproveitada e reduz um pouco essa dívida com a personagem e os leitores.

Classificação

4,0

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