CLÁSSICOS DA LITERATURA DISNEY – VOLUME 18 – OS MISERÁVEIS

Por Marcus Ramone
Data: 1 dezembro, 2011

CLÁSSICOS DA LITERATURA DISNEY - VOLUME 18 - OS MISERÁVEIS

Editora: Abril – Edição especial

Autores: O mistério dos candelabros – Giovan Battista Carpi (roteiro e desenhos);

As aventuras prodigiosas de Tartarin de Tarascon – Guido Martina (roteiro) e Luciano Bottaro (desenhos);

Como salvar um tesouro – Jack Bradbury (desenhos);

Preço: R$ 9,95

Número de páginas: 160

Data de lançamento: Setembro de 2010

 

Sinopse

A Família Pato em paródias dos romances Os miseráveis e Tartarin de Tarascon, escritos por Victor Hugo (1802 – 1885) e Alphonse Daudet (1840 – 1897), respectivamente.

Positivo/Negativo

O que vale a leitura deste volume de Clássicos da Literatura Disney é a HQ de abertura, um épico com mais de 100 páginas, escrito e desenhado por Giovan Battista Carpi.

É um dos melhores trabalhos do mestre Disney italiano, unindo uma arte primorosa a um roteiro que segue fielmente a obra original de Victor Hugo e ainda imprime licenças poéticas como uma caça ao tesouro em plena Paris do século 19.

Uma bela história em quadrinhos que, além de tudo, figura na galeria das melhores desta coleção.

Por outro lado, logo na sequência, a edição apresenta As aventuras prodigiosas de Tartarin de Tarascon, uma das piores de todos os 40 volumes de Clássicos da Literatura Disney.

A HQ, produzida originalmente no final da década de 1950, traz a arte ainda insossa e cheia de erros de proporção e perspectiva de Luciano Bottaro (ele melhorou bastante com o passar dos anos).

Mas o roteiro de Guido Martina é o que mais desagrada na aventura, que se passa nos tempos atuais e apenas se inspira na obra de Alphonse Daudet.

Ver o Pato Donald matando um burrico a tiros (com direito a uma cena mostrando o animal abatido no chão) e ferindo um leão velho e cego, já é difícil de engolir.

E essas não são as únicas situações antipáticas que os personagens protagonizam.

Tio Patinhas, por exemplo, demonstra total desprezo pela vida de Donald ao fazê-lo provar algumas pílulas que, se não dessem o resultado esperado – o pato muquirana queria testar o medicamento criado pelo Pardal, antes de iniciar a produção em massa – o mataria de imediato.

A história, como um todo, também é muito fraca e não minimiza esses eventos.

Fechando a edição, Como salvar um tesouro é uma história curta sem nenhuma relação com obras literárias e que tem apenas os desenhos de Jack Bradbury como atrativo.

Classificação:

4,0

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