CLÁSSICOS DA LITERATURA DISNEY – VOLUME 28 – AS AVENTURAS DO BARÃO DE MÜNCHHAUSEN

Por Marcus Ramone
Data: 1 dezembro, 2011

CLÁSSICOS DA LITERATURA DISNEY - VOLUME 28 - AS AVENTURAS DO BARÃO DE MÜNCHHAUSEN

Editora: Abril – Edição especial

Autores: O Barão de Münchhausen – Guido Martina (roteiro) e Pier Lorenzo de Vita (desenhos);

A flauta mágica – Alessandro Bencivenni (roteiro) e Massimo De Vita (desenhos);

Doutor Fausto – Carlo Chendi e Luciano Bottaro (roteiro) e Luciano Bottaro (desenhos).

Preço: R$ 9,95

Número de páginas: 160

Data de lançamento: Dezembro de 2010

 

Sinopse

Três HQs Disney que satirizam os contos As loucas aventuras do Barão de Münchhausen, de Rudolph Erich Raspe (1736 – 1794); a ópera A flauta mágica, de Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791); e o poema Fausto, escrito por Johann Wolfgang von Goethe (1749 – 1832).

Positivo/Negativo

As loucas aventuras do Barão de Münchhausen está entre as melhores e mais conhecidas obras da literatura alemã.

CLÁSSICOS DA LITERATURA DISNEY - VOLUME 28 - AS AVENTURAS DO BARÃO DE MÜNCHHAUSEN

Esta paródia da Disney, contudo, tentou, mas não conseguiu torná-la tão divertida quanto os contos originais de Rudolph Erich Raspe.

Para começar, faltou uma explicação sobre o fato de Donald viver, nos tempos atuais, as situações protagonizadas pelo Barão – muitas delas ao lado do próprio personagem dos contos alemães -, já que o roteiro acaba deixando claro que aquilo não se trata de um sonho do pato.

Algumas cenas, como um leão sendo devorado por um crocodilo e escapando em carne viva depois de ter a pele inteiramente arrancada, beiram o limite do grotesco para uma HQ Disney.

Essa e outras sequências de mesmo mau gosto incomodam muito e divertem pouco. A paródia teria funcionado melhor se trouxesse as passagens mais surreais e menos bizarras.

CLÁSSICOS DA LITERATURA DISNEY - VOLUME 28 - AS AVENTURAS DO BARÃO DE MÜNCHHAUSEN

Os desenhos de Pier Lorenzo de Vita só pioram as coisas, alternando bons momentos com um desleixo total na falta de proporção do corpo do Donald em relação à sua cabeça e entre ele e o Barão de Münchhausen – o pato aparece ora com altura acima da cintura do outro, ora abaixo -, além de erros de perspectiva e um Mickey horrendo.

A flauta mágica é que traz um alento à edição.

Com bons momentos de humor, a HQ se destaca pelos dinâmicos e interessantes desenhos de Massimo De Vita, dono de um estilo gráfico semelhante ao de Giorgio Cavazzano, um dos mais celebrados mestres Disney da atualidade.

E Doutor Fausto, que fecha este volume de Clássicos da Literatura Disney, não é tão interessante, mas traz algumas engraçadas cenas de batalha entre o exército do Tio Patinhas e o dos Metralhas, que na aventura passam mais de dez anos guerreando porque o pato muquirana exige a devolução de uma única moedinha de valor irrisório.

Edição fraca, que figura entre as piores desta coleção.

Classificação:

4,0

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