Clássicos do Cinema – Turma da Mônica # 29 – Tô na História

Por Ronaldo Barata
Data: 3 fevereiro, 2012

Clássicos do Cinema - Turma da Mônica # 29 - Tô na HistóriaEditora: Panini Comics – Edição especial

Autores: Estúdios Mauricio de Sousa (texto e arte).

Preço: R$ 5,50

Número de páginas: 48

Data de lançamento: Dezembro de 2011

Sinopse

Transformados em brinquedos, os personagens de Mauricio de Sousa correm por todos os lados para tentar descobrir quem foi o maléfico vilão que fez isso com eles.

Positivo/Negativo

A revista Clássicos do Cinema da Turma da Mônica está se tornando um clássico dos quadrinhos. Sempre com paródias muito bem-humoradas a cada edição, a Turminha estrela os filmes mais badalados da tela grande.

O parodiado desta vez é Toy Story.

E o desafio era grande: fazer em 48 páginas a versão de uma das melhores trilogias da história do cinema!

Sim, trilogia. Tô na História não faz a paródia de um, mas dos três filmes que compõem a saga dos brinquedos criados pela Pixar.

E vai além: para a diversão dos fãs e nerds de plantão, a revista é cheia de gags visuais representando diversos filmes da produtora e quase todos os seus curtas também (ficando de fora apenas Jack-Jack Attack, Mater and the Ghostlight, Your Friend the Rat, Burn-E e Dug’s Special Mission).

Está tudo ali, para nenhum fã das animações Pixar botar defeito. Um trabalho inspirado do roteirista Flávio Teixeira de Jesus.

Só que as piadas não ficam somente nas gags visuais. O texto é muito bem escrito, um dos melhores já feitos nesta revista da Turma da Mônica.

Piadas a todo momento e muitas referências à própria história das HQs da Turminha, tudo sem perder o ritmo ou a inocência característica das obras dos estúdios de Mauricio de Sousa.

No entanto, ao mesmo tempo em que toda essa “homenagem” e piadas disparadas sem parar tornam a HQ um passatempo divertidíssimo, também limita as possibilidades da trama.

Para fazer caber tudo nas páginas da revista, o roteirista sacrifica o desenvolvimento da trama, compondo em três partes ideias que mereciam (e poderiam) ser bem mais elaboradas. Isso torna a leitura rápida demais e tira um pouco o brilho da obra.

Claro, é uma HQ pensada e feita para crianças, muitas recém-alfabetizadas, e não para marmanjos barbados que assinam resenhas em sites. Mas um pouco mais de “desafio intelectual” não faria mal.

Isso nem de longe compromete a qualidade da HQ. Só deixa, na verdade, um gosto muito forte de “quero mais”.

Classificação

4,0

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