Cogumelo # 4

Por Sidney Gusman
Data: 17 abril, 2001

Cogumelo # 4Editora: Núcleo de Quadrinhos da FAU – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da Universidade de São Paulo – Revista Independente

Autores: Espasmo – Pedro Paulo Sotto (roteiro e desenhos); Fuga – Chico Zullo (roteiro e desenhos); B. Baço – Roteiro(roteiro e desenhos); Ego – Franjdlich (roteiro e desenhos); Terra à Vista – Pedro Alasmar (roteiro e desenhos); Fadinha – Thábata (roteiro e desenhos); RoboFau – Bruno e Danilo Tamane (roteiro e desenhos); Ismália – Tomo Maeichioka (roteiro e desenhos); Contos da Vida – Ciro M. (roteiro e desenhos); Rato – Ciro M. (roteiro e desenhos); Na Levada – Leandro Robles (roteiro e desenhos); Kdê Jabaculê – Gil (roteiro e desenhos); O filho de Jesus – Tomo Maeichioka (roteiro e desenhos); Prova – Carol Ouki (roteiro e desenhos); S.H. – Chico Bella (roteiro e desenhos); Feriado – Mello (roteiro e desenhos).

Preço: R$ 2,00

Data de lançamento: Abril de 2001

Sinopse

A Cogumelo, revista produzida de forma independente pelos alunos do Núcleo de Quadrinhos da FAU – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, daUniversidade de São Paulo, chega à sua quarta edição, mostrando alguns traços promissores, que podem, em breve, estar despontando no mercado.

Entre os destaques desta edição estão Chico Bella, Pedro Paulo Sotto, Leandro Robles, Chico Zullo e Tomo Maeichioka (este último, um dos vencedores do concurso Desenhista do Universo HQ), todos donos de traços bem estilizados. Os outros autores ainda estão num nível de qualidade inferior.

No geral, os desenhos (não todos) da revista encontram-se num patamar acima dos roteiros, que precisam evoluir. Mas há boas histórias, como Fuga, O filho de Jesus e a divertidíssima S.H., a melhor da edição, na qual o autor, Chico Bella, faz uma ótima interpretação de como o “Super-Homem” seria se fosse brasileiro (ele deixa de socorrer uma vítima para ficar paquerando a “Lois”, sempre de olho nos seus seios e nas suas coxas).

Outra boa idéia, por brincar com a arquitetura da faculdade, está em RoboFau. Na história, ao melhor estilo dos seriados japoneses, o vilão Satangoss transforma o Maharishi São Paulo Tower (a “construção mais tosca do mundo”, segundo o autor) num monstro que ameaça a cidade. Mas o misterioso Arquiteto X entra em ação, fazendo com que o prédio da FAU (famoso por sua arquitetura incomum) vire um grande robô, que livra São Paulo da destruição. Pena que o desenho não está no mesmo nível do argumento.

Positivo/Negativo

Só o fato de essa moçada continuar a produzir sues quadrinhos já é um ponto positivo. Mas eles não se limitam a isso. Além de algumas boas histórias, o papel é de boa qualidade e a impressão está bem legal.

A capa, de Carol Ouki, traz uma ótima sacada, mostrando que, às vezes, a simplicidade é mais do que suficiente para produzir um bom resultado visual.

Os pontos negativos ficam para a falta de uniformidade no conteúdo da revista (desenhos e roteiros bons, misturados com outros fracos) e o pouco cuidado com a língua portuguesa, uma vez que há vários erros de português e/ou de digitação. Deveria haver mais cuidado com a revisão do material, afinal, trata-se de uma publicação de alunos universitários.

Classificação

2,5

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