CONAN – ISLAND OF NO RETURN # 1

Por André Craveiro
Data: 1 dezembro, 2011

CONAN - ISLAND OF NO RETURN # 1

Editora: Dark Horse Comics – Minissérie em duas edições

Autores: Ron Marz (roteiro), Bart Sears (desenhos), Randy Elliot (arte-final), Mark Roberts (cores) e Michael Kutsche (capa).

Preço: US$ 3,50

Número de páginas: 24

Data de lançamento: Junho de 2011

 

Sinopse

Em Tarântia, Conan é perseguido pela guarda local após ser flagrado na cama com a esposa de um importante juiz da cidade. Lutando e correndo pela própria vida, é salvo por duas belas ladras.

Ambas, que são irmãs, oferecem ajuda ao bárbaro para escapar da capital aquiloniana em troca de certos favores, envolvendo busca e pilhagem de um misterioso tesouro encravado nas ruínas de um antigo palácio real, no alto de uma ilha rochosa aparentemente assombrada.

Sem nada a perder e tendo muito a ganhar, Conan aceita o desafio.

Positivo/Negativo

Sinopse bastante simples, clara e direta ao ponto. Uma trama modesta à vista, pelo visto, mas que já começa com dois pés esquerdos: um para o texto canhestro, outro (pior) para os desenhos.

É praticamente uma revisão do estilo Marvel que comandou a vida do bárbaro durante a década de 1990, quando sua antiga editora cancelou os dois principais títulos do personagem e o relançou com uma nova roupagem bastante criticada, recheada de enredos pífios.

O início atrai mais pela curiosidade do momento vivido por Conan do que pela qualidade propriamente dita. Como o herói escapará de uma situação dessas, totalmente descomposto e carregando apressadamente suas roupas e armas de qualquer jeito pelos telhados de Tarântia, é o que ainda motiva o leitor a seguir em frente.

Salvo pelo gongo de última hora, o enredo passa a focar na próxima missão de Conan: mais uma busca a algum tesouro antigo e lendário. Nada fora do habitual até o final desta primeira parte, com mais alguém – ou alguma coisa – nas ruínas com o trio de ladrões.

Um gancho pra lá de esperado.

Interessante é ver o comportamento incomum de Conan. Pela arte duvidosa das páginas (e pela estranha feição que apresenta na capa), leva-se a crer que ele já tenha uma boa idade; que seja alguém vivido, experiente e acostumado aos meandros e costumes estranhos da decadente civilização hiboriana.

Ainda assim, não enxerga a verdadeira intenção das duas ladras – que constantemente apelam pra sensualidade -, o que, de fato, se consuma na edição seguinte.

Em várias histórias antigas, inclusive algumas da própria Dark Horse, por muito menos o cimério pensou duas vezes antes de embarcar em algo do tipo.

Como diz a máxima popular: esmola demais até o santo desconfia.

É esperar pra ver o fim disso tudo. Porque, até então, não passa nem perto das melhores histórias que o bárbaro teve lá fora atualmente.

Classificação:

4,0

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