CONAN – ISLAND OF NO RETURN # 2

Por André Craveiro
Data: 1 dezembro, 2011

CONAN - ISLAND OF NO RETURN # 1

Editora: Dark Horse Comics – Minissérie em duas edições

Autores: Ron Marz (roteiro), Bart Sears (desenhos), Randy Eliot (arte-final), Mark Roberts (cores) e Stjepan Sejic (capa).

Preço: US$ 3,50

Número de páginas: 24

Data de lançamento: Julho de 2011

 

Sinopse

Conan, Brenna e Venya entram nas labirínticas e profundas cavernas sob o antigo palácio rochoso. Mas não estão sós: piratas saqueadores também estão no local e pelos mesmos objetivos.

Afugentando temporariamente os intrusos, os três aliados chegam ao local do mítico tesouro do príncipe Mikkinos. Mas entre eles e a grande recompensa há um profundo lago formado pela maré, que guarda algo de proporções anormais.

E vivo.

Positivo/Negativo

Ron Marz é um escritor que parece sempre trabalhar com um modelo padrão nas suas histórias, seja em qual casa editorial for. Às vezes, funciona bem, mas tem horas que tudo desanda.

Normalmente, inicia com o protagonista envolvido em alguma disputa, que o joga numa missão básica e com modus operandi que poderia ser complicado para qualquer outro, menos para o herói da HQ. Já próximo do final, algum evento imprevisto acontece e complica um pouco as coisas, mas tudo bem.

Peace of cake, como dizem os norte-americanos.

Pena que, desta vez, a fórmula não funciona como deveria. O final é de uma falta de criatividade absurda, uma baita decepção, que joga uma última pá de terra na própria cova que esta minissérie deve ocupar.

Difícil compreender, também, o motivo da Dark Horse em escalar um artista como Bart Sears para cuidar do traço, visto que, até então, a editora vinha – e vem – escalando ótimos desenhistas para as HQs mensais e especiais do cimério.

Seu estilo é ruim demais, conseguindo a “proeza” de criar uma nova feição para os personagens a cada quadro. Nessa assimetria, uma pior do que a outra, seu traço ressuscita aquele lamentável estilo anabolizado, com direito a criar músculos inexistentes em Conan.

As duas mulheres, então, falam por si mesmas. São verdadeiras “raimundas”: feias de rosto e boas de… Enfim.

Nem mesmo o trabalho de cores ajuda: os olhos do bárbaro cimério alternam entre o azul, o negro e o cinza, em várias cenas. E nos momentos passados na escuridão das profundezas das ruínas, a intensa claridade presente confronta a lógica de um local entregue à penumbra.

Para não dar a nota mais baixa, a bela capa de Stjepan Sejic é tudo que a arte não conseguiu ser no miolo: bonita, correta e apresentando colorização de qualidade.

Esta tem tudo para ser considerada a pior história do Conan desde que ressurgiu, poucos anos atrás, sob os cuidados da Dark Horse. O binômio roteiro/arte adotado espelha um mau gosto bastante atípico dessa empreitada de quase dez anos.

Um passo em falso é como pode ser definida a aprovação editorial para a publicação de uma história tão ruim, na qual absolutamente nada funciona.

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