CONTAGEM REGRESSIVA PARA A CRISE INFINITA # 2

Por Eduardo Nasi
Data: 1 dezembro, 2006


Título: CONTAGEM REGRESSIVA PARA A CRISE INFINITA # 2 (Panini
Comics
) – Minissérie em seis edições mensais
Autores: Projeto Omac – Greg Rucka (texto) e Jesus Saiz (arte);

Dia de Vingança – Bill Willingham (texto), Justiniano (desenhos) e Walden Wong (arte-final);

Vilões Unidos – Gail Simone (texto), Dale Eagleshawn (desenhos) e Wade von Grawbadger (arte-final);

Guerra Rann / Thanagar – Dave Gibbons (roteiro), Ivan Reis (desenhos) e Marcelo Campos (arte-final).

Preço: R$ 8,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Agosto de 2006

Sinopse: Projeto Omac – Batman chega mais perto da verdade – e a relação do Morcego com Sasha Bordeaux obriga Maxwell Lord a agir.

Dia de Vingança – O Espectro continua a atacar em diversos fronts e, sem hospedeiro, acaba se tornando um alvo fácil para Eclipso. Enquanto isso, o grupo do macaco Chimp se prepara para entrar em ação.

Vilões Unidos – O Sexteto Secreto parte em sua primeira missão contra o grupo de Luthor.

Guerra Rann / Thanagar – A guerra eclodiu. Raças do universo inteiro assumem suas posições. Mas Kyle Rayner descobre que há mais mistérios nos bastidores do que até então parecia.

Positivo/Negativo: Contagem Regressiva para Crise Infinita é uma reunião de quatro minisséries em seis partes que, nos Estados Unidos, foram publicadas de forma independente com o gancho de aquecer o público para uma grande guinada no Universo DC. Em seu segundo número, as coisas começam a se delinear melhor – e passa a ficar claro até quais histórias prestam e o que já mostra pouco potencial para decolar.

A leitura de Dia de Vingança mostra que Willingham errou a mão. E feio. O criador de Fábulas, da Vertigo, consegue reduzir a magia da DC – que Neil Gaiman redefinira magistralmente em Livros da Magia – a um combate de seres que emitem raios e são possuídos. Para piorar, a série não tem charme e fica patinando sem sair do lugar.

Vilões Reunidos também não passa de uma história mediana. Ao colocar apenas vilões como protagonistas, Gail Simone perde o contrapeso de bem e mal e não consegue dar peso a nenhum personagem.

Neste número, a Guerra Rann / Thanagar começa a mostrar que sua trama é bem mais intrincada do que parecia. Infelizmente, a grande quantidade de personagens faz com que a história acabe rápido demais – a mini bem que merecia mais do que vinte e poucas páginas.

Mas, definitivamente, a grande estrela da revista é Projeto Omac. Continuação direta de Crise de Identidade, a série instaura desconfiança e paranóia nos heróis da DC. Para destacar isso, Rucka, um dos melhores roteiristas da editora, criou na narrativa uns quadros que mostram como a inteligência artificial do supercomputador espião pensa.

 

Classificação:

4,0

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