CONTAGEM REGRESSIVA PARA A CRISE INFINITA # 3

Por Eduardo Nasi
Data: 1 dezembro, 2006


Título: CONTAGEM REGRESSIVA PARA A CRISE INFINITA # 3 (Panini Comics) – Minissérie em seis edições mensais
Autores: Projeto Omac – Greg Rucka (texto), Jesus Saiz (arte p. 5 a 18), Cliff Richards (desenhos p. 19 a 25), Bob Wiacek (arte-final p. 19 a 25);

Dia de Vingança – Bill Willingham (texto), Ron Wagner (desenhos) e Dexter Vines (arte-final);

Vilões Unidos – Gail Simone (texto), Val Semeiks (desenhos) e Prentis Rollins (arte-final);

Guerra Rann / Thanagar – Dave Gibbons (roteiro), Ivan Reis (desenhos) e Marcelo Campos (arte-final).

Preço: R$ 8,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Setembro de 2006

Sinopse: Projeto Omac – Batman enfrenta Omacs e começa a desconfiar que as capacidades de seus inimigos são maiores do que pensava. E ele não está sozinho: a comunidade de super-heróis saca que tem algo errado – e grande – acontecendo.

Dia de Vingança – Mr. Chimp e Sombra da Noite procuram uma mortal cujos poderes superam os de Espectro. Ela pode ser a única esperança contra o ser que está derrotando os mais poderosos místicos do Universo DC.

Vilões Unidos – Depois de sofrer até mesmo tortura nas mãos da Sociedade dos Vilões, o Sexteto Secreto se prepara para virar o jogo.

Guerra Rann / Thanagar – A situação de Rann se complica, mas uma nova aliança se forja nos bastidores.

Positivo/Negativo: Contagem Regressiva para a Crise Infinita consolida-se como uma das grandes decepções do ano. A compilação de quatro minisséries foi alardeada até o limite – não só pela própria editora, mas também, anteriormente, pela DC Comics e pelos próprios fãs.

A realidade é bem mais cruel com a revista: das quatro minisséries, apenas Projeto Omac se destaca, com um roteiro de espionagem interessante e bem construído. Rucka revigora conceitos antigos de Jack Kirby, mistura com a agência governamental Xeque-Mate (que teve título próprio nos anos 90) e põe tudo contra a tríade Superman, Batman e Mulher-Maravilha. Chega a ser empolgante às vezes.

A Guerra Rann / Thanagar ainda consegue se manter em pé: é uma aventura cósmica cheia de reviravoltas. Gibbons se perde um pouco na ânsia de contemplar tantas raças alienígenas e personagens espaciais – boa parte deles desaparecido havia mais de dez anos, desde as conseqüências da maxissérie Invasão. Ao mesmo tempo, a boa arte da dupla brasileira ajuda a segurar o roteiro, mesmo quando fica confuso.

Mas Vilões Unidos e Dia de Vingança – fracos desde o começo – não conseguem decolar. E agora parece tarde, uma vez que esta edição marca a metade das séries. Roteiros pífios e inverossímeis, arte lamentável (mesmo com a troca de equipes) e diálogos bobos, nada parece funcionar.

 

Classificação:

4,0

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