CONTAGEM REGRESSIVA PARA A CRISE INFINITA # 4

Por Eduardo Nasi
Data: 1 dezembro, 2006


Título: CONTAGEM REGRESSIVA PARA A CRISE INFINITA # 4 (Panini
Comics
) – Minissérie em seis edições mensais
Autores: Projeto Omac – Greg Rucka (texto), Jesus Saiz (arte p. 5, 6, 8 a 10, 17 a 26), Cliff Richards (desenhos p. 7, 11 a 16), Bob Wiacek (arte-final p. 7, 11 a 16);

Dia de Vingança – Bill Willingham (texto), Justiniano (desenhos) e Walden Wong (arte-final);

Vilões Unidos – Gail Simone (texto), Dale Eaglesham (desenhos) e Wade vonGrawbadger (arte-final);

Guerra Rann / Thanagar: Dave Gibbons (roteiro), Ivan Reis (desenhos) e Joe Prado (arte-final).

Preço: R$ 8,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Outubro de 2006

Sinopse: Projeto Omac – A morte do Rei Negro faz o Xeque-Mate entrar em colapso, o que resulta na morte de dois personagens.

Dia de Vingança – Mr. Chimp e Sombra da Noite encontram Alice Sombria, a mortal que pode derrotar o descontrolado Espectro. Enquanto isso, o combate contra o poderoso ser místico chega a um momento fatal.

Vilões Unidos – O Sexteto liberta Nuclear. E Lex Luthor descobre que um time de vilões pode não ser a coisa mais confiável do mundo.

Guerra Rann / Thanagar – O thanagariano Onimar Synn deixa Kyle Rayner e o Capitão Cometa para trás e parte para Rann.

Positivo/Negativo: A minissérie que antecede a Crise Infinita continua com seu mix irregular: Projeto OMAC é ótima; Guerra Rann / Thanagar, bacana; Vilões Unidos e Dia de Vingança, fracas de doer.

No fim das contas, os quatro títulos são uma tentativa de destacar personagens secundários do período de 20 anos entre as duas Crises, contar onde eles estavam e mexer um pouco com seus destinos.

Projeto OMAC, por exemplo, foca em dois títulos lançados após a minissérie Invasão: a divertida Liga da Justiça de Keith Giffen, J.M. DeMatteis e Kevin Maguire e Xeque-Mate.

O especial que foi ponto de partida para a mini mostrou o antigo patrocinador da Liga, Maxwell Lord, como um tirano Rei Negro da agência secreta. Foi ele quem assassinou o Besouro Azul.

Nesta edição, que se passa após a morte de Lord (vista em Superman
# 46
), Guy Gardner, Gladiador Dourado e Fogo, membros da antiga
Liga se encontram no Rio de Janeiro. A heroína brasileira descobriu que
o ex-patrão matou seu ex-colega de equipe. E outro personagem daqueles
tempos é morto, junto com uma coadjuvante recente de Batman.
Rucka prima por dosar nostalgia e clima contemporâneo. O autor é capaz de fazer uma história de conspiração dramática sem afetar a essência de leveza do passado.

Vilões Unidos e Dia de Vingança pecam justamente aí. Gail Simone não consegue ser convincente ao reunir os maiores vilões do mundo em uma grande sociedade. É uma idéia velha, batida, inconsistente e que até agora não levou a lugar algum. Por sua vez, Willingham, um autor notadamente competente em outros momentos, se perde ao revisar a magia do Universo DC, ramo que fora brilhantemente delimitado por Neil Gaiman em Os Livros da Magia. Na mini, heróis místicos trocam socos e raios – e fica-se com impressão de que uma munhequeira e uma pistola laser seriam tão eficientes quanto sabedorias ancestrais.

Guerra Rann / Thanagar não é sensacional (embora os desenhos de Ivan Reis, com arte-final de Marcelo Campos e, neste número, de Joe Prado, o sejam). Mas dá conta de trazer personagens cósmicos deixados para trás, como os Ômega Men e o Capitão Cometa, e contar uma história interessante com eles.

Além da baixa qualidade de metade do mix, o ressurgimento de Nuclear, personagem morto em Crise de Identidade, é outro problema. A Panini – que não publica o título norte-americano do herói – nem sequer publicou uma nota nesta edição, o que deixa o leitor confuso.

Por outro lado, a publicação de duas páginas de material extra – rascunhos de Ladronn para a excelente capa da revista e uma versão de Walter Simonson para a reimpressão de Days of Vengeance # 1 – foi uma bola dentro.

 

Classificação:

4,0

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