CONTAGEM REGRESSIVA PARA A CRISE INFINITA # 5

Por Eduardo Nasi
Data: 1 dezembro, 2006


Título: CONTAGEM REGRESSIVA PARA A CRISE INFINITA # 5 (Panini
Comics
) – Minissérie em seis edições mensais
Autores: Projeto Omac – Greg Rucka (texto), Jesus Saiz (arte p. 5 a 16, 25 e 26), Cliff Richards (desenhos p. 17 a 24), Bob Wiacek (arte-final p. 17 a 24);

Dia de Vingança – Bill Willingham (texto), Justiniano (desenhos) e Walden Wong (arte-final);

Vilões Unidos – Gail Simone (texto), Dale Eaglesham (desenhos) e Wade vonGrawbadger (arte-final);

Guerra Rann / Thanagar – Dave Gibbons (roteiro), Ivan Reis, Joe Prado e Joe Bennet (desenhos) e Marcelo Campos, Joe Prado, Oclair Albert e Jack Jadson (arte-final).

Preço: R$ 8,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Novembro de 2006

Sinopse: Projeto Omac – A antiga equipe da Liga da Justiça Internacional ataca o OMAC que tentou matar o Soviete Supremo. Mas a desarticulação dos heróis para entrar em ação mais cedo deu tempo demais para o Irmão-Olho agir.

Dia de Vingança – O Pacto das Sombras prepara o contra-ataque ao Espectro.

Vilões Unidos – Pária reaparece na Terra – e é capturado pela Sociedade dos Vilões.

Guerra Rann / Thanagar – Traição na guerra! E uma morte inesperada é a conseqüência.

Positivo/Negativo: Desde o começo, Projeto OMAC é o melhor título da revista que antecede a Crise Infinita. E também o mais coeso com o resto do Universo DC.

Rucka parte de um pressuposto instaurado por Crise de Identidade – os heróis estão desnorteados – e arma uma trama alucinante. Agora, fica claro que, se tivessem se mobilizado mais rapidamente, as artimanhas de Maxwell Lord não seriam tão catastróficas.

O autor não conta apenas uma boa história. Às vésperas de um grande evento, Rucka amarra cada ponta de forma impressionante – e esse é um dos grandes méritos da série. E, ao mesmo tempo, o grande problema de outras duas minis que compõem o mix da publicação.

Dia de Vingança e Vilões Unidos ficam muito aquém do auê feito em seus entornos. Na primeira, há uma Jean Loring dominada por Eclipso – um destino patético para uma personagem que viveu grandes dramas em Crise de Identidade e que, portanto, poderia ser mais bem aproveitada.

Mostrar que uma psicótica foi dominada por um espírito maligno é uma saída boba demais. Tudo na série soa solto e, no fim das contas, dispensável. Sem falar que não tem nada a ver com a bela estrutura mágica do Universo DC que, há quinze anos, Neil Gaiman arquitetou em Os Livros da Magia.

Gail Simone, por sua vez, roteiriza uma situação rara: Vilões Unidos é uma minissérie-mãe muito, mais muito pior que seus próprios tie-ins, espalhados pelos títulos mensais da DC. O único destaque interessante só aparece agora: é a chegada do Pária, que foi arauto da Crise nas Infinitas Terras e anuncia uma nova ameaça.

À parte, no espaço sideral, Gibbons faz uma boa série cósmica em Guerra Rann / Thanagar. De quebra, uma saraivada de competentes artistas brasileiros fazem nesta edição diversas cenas épicas. Sem interligações relevantes com títulos mensais, mas repleta de personagens clássicos, a série ganha força a cada número.

Por fim, com uma edição de atraso, a Panini explica aos leitores brasileiros – que não têm contato com a série de Nuclear – por que o herói, morto em Crise de Identidade, apareceu de repente no número anterior. A nota de uma página é concisa e eficiente.

 

Classificação:

4,0

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