COURTNEY CRUMRIN & AS CRIATURAS DA NOITE

Por Ronaldo Barata
Data: 2 agosto, 2009

Autor: Ted Naifeh (roteiro e arte).

Preço: R$ 20,90

Número de páginas: 128

Data de lançamento: Abril de 2007

Sinopse: Courtney Crumrin não é uma menina muito feliz. Sua mãe e seu pai, após anos vivendo além dos seus padrões, finalmente encontraram uma solução para suas dificuldades financeiras: estão se mudando para a casa do seu tio rico, o Professor Aloysius Crumrin.

A enorme mansão vitoriana do velho Crumrin se encaixa perfeitamente na próspera vizinhança de Hillsborough. No entanto, como Courtney logo descobre, o Tio Aloysius tem uma reputação sinistra em toda a região, e ele e sua residência são alvos dos rumores mais sombrios.

Enquanto os pais de Courtney conseguem a tão desejada inclusão na alta sociedade, a menina se sente como se tivesse mergulhado num pesadelo no qual é uma excluída entre seus novos colegas de classe.

Como se isso já não bastasse, a antiga e decadente mansão parece abrigar seres ainda mais estranhos do que sua mãe, seu pai ou o Tio Aloysius.

Eles rastejam às escondidas pelos corredores escuros. Trituram ossos pelos cantos. E, às vezes, sobem na cama e observam Courtney enquanto a menina dorme. Sua mãe e seu pai não os percebem, mas o Tio Aloysius os conhece bem. Ele os chama de “Criaturas da Noite”.

Positivo/Negativo: Os norte-americanos são fascinados pelo período escolar. No cinema, em livros, nos quadrinhos há dezenas de histórias sobre esta fase da vida, com as mais variadas versões: colégio de super-heróis, de músicos e, claro, de bruxos.

De Harry Potter à Sabrina, aprendiz de feiticeira, o clichê é sempre o mesmo: um adolescente desajustado em uma nova escola, descobrindo ter algo que o diferencia dos outros…

O problema (talvez o único) da obra de Ted Naifeh é justamente estar dentro deste clichê – Courtney é uma garota recém-chegada que não consegue se integrar com os colegas da escola e descobre que é descendente de feiticeiros e tem um “dom” natural pra coisa.

Por isso mesmo, fica-se com uma certa sensação de déjà vu ao longo de toda a HQ. Mas (eis aí o ponto importante) não compromete a leitura e nem a diversão.

Courtney é uma personagem cativante e os eventos sobrenaturais, divididos em pequenas histórias que se interligam ao longo do álbum, são envolventes e prendem o leitor até o fim.

A arte em preto-e-branco é excelente, mesmo “lembrando demais” os desenhos de Mike Mignola em alguns momentos.

Juntando tudo, a história flui com a naturalidade e o clima adequados, criando uma HQ divertida e descompromissada, melhor do que a maioria dos materiais do mesmo clichê…

 

Classificação:

4,0

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