CRISE INFINITA ESPECIAL – JUSTICEIRA – O JULGAMENTO DA MULHER-MARAVILHA

Por Eduardo Nasi
Data: 1 dezembro, 2008


Autores: Marc Andreyko (texto), Javier Pina (desenhos), Fernando Blanco (desenhos e arte-final), Brad Walker (desenhos na parte 4), Cafu, Diego Olmos (desenhos na parte 5), Robin Riggs (arte-final) Art Thibert (arte-final na parte 5) e Jason Wright (cores).

Preço: R$ 14,90

Número de páginas: 144

Data de lançamento: Janeiro de 2008

Sinopse: Kate Spencer divide sua vida entre o trabalho de advogada e o combate ao crime. Até que um dia encontra-se com a Mulher-Maravilha, que pede que ela atue em sua defesa de um processo que o governo norte-americano abriu para julgar o assassinato de Maxwell Lord.

Positivo/Negativo: Inédita no Brasil, Justiceira é uma série com pouco mais de dois anos de vida e que tem, desde o começo, colecionado elogios dos leitores norte-americanos.

A verdade é que a revista nunca chegou a ser um blockbuster – correu até o risco de ser cancelada e, atualmente, se encontra em um longo hiato. Também não é uma daquelas preciosidades que volta e meia a DC põe na rua, como o Starman de James Robinson.

Mas, ainda assim, tem seus pontos fortes: o roteiro costuma ser acima da média, dando à protagonista um ar sarcástico bastante envolvente. Além disso, a arte trabalha bem a latinidade dos personagens, deixando claro que a série se passa no cantinho chicano do universo de branquelo de Superman.

A revista também foge dos estereótipos, do preto-no-branco: Kate costuma defender bandidos no tribunal.

Nem mesmo a boa qualidade de histórias e o enredo interessante fez com que a Panini publicasse a série até este especial, que reúne as edições # 25 a # 30 do mercado norte-americano. É justamente o arco que antecede o tal do cancelamento anunciado e, posteriormente, anulado.

Por isso, Justiceira – O julgamento da Mulher-Maravilha é um arco que provoca reações ambíguas. De um lado, está a qualidade inerente da história, com seu roteiro bem afinado, com suas boas sacadas jurídicas e diálogos bacanas. As cenas com a juíza e o promotor babando pelo Superman é impagável. Vale a pena notar que as seqüências de combate são raras, e a trama se sustenta graças ao roteiro bem engendrado.

Por outro lado, fica a sensação de que se perdeu um punhado de boas HQs e, com isso, algumas pistas para entender melhor a história.

Tudo bem que a revista abre com um resumo completíssimo do que rolou nas histórias anteriores. Mas quem é que consegue vibrar e extrair emoção de uma mera compilação de fatos?

Entre ter e não ter esta edição publicada aqui, a Panini optou pela decisão mais acertada: o leitor brasileiro merecia conhecer melhor Kate Spencer. Mas é bom a editora saber que criou o desejo por mais histórias da personagem.

Classificação:

4,0

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