CRÔNICAS DA PINDAHYBA

Por Sidney Gusman
Data: 1 dezembro, 2010

CRÔNICAS DA PINDAHYBA

Editora: Independente – Edição especial

Autor: Hilton Mercadante (texto e arte).

Preço: R$ 10,00

Número de páginas: 48

Data de lançamento: Outubro de 2010

 

Sinopse

No Século 17, Ubaldo, Pajé e Azuma vivem aventuras pelos povoados e pela natureza do ainda selvagem estado de São Paulo. E isso inclui desde enfrentar caçadores de índios e tomar capacetes de soldados no jogo de truco.

Positivo/Negativo

Crônicas da Pindahyba foi uma das obras selecionadas pelo ProAC – Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo em 2009. E possivelmente é o menos badalado. Isso porque, a exemplo de Custódio, com Anita Garibaldi – O nascimento de uma heroína, Hilton Mercadante optou por lançar uma edição do autor, sem o respaldo de uma casa publicadora.

Dessa forma, conseguiu menos divulgação do que a obra merecia, pois trata-se de uma leitura bastante agradável.

Em seis capítulos curtos, passados em meados dos anos 1600, Mercadante usa a cidade de São Paulo e seus arredores como cenário, para contar a histórias de três personagens que agem em conjunto contra caçadores de índios e se envolvem em tramas regadas a traição, cobiça, magia e lutas.

Depois da primeira história, o autor volta no tempo para narrar o passado de Ubaldo, Pajé e Azuma e mostrar como o destino os uniu. E todos os personagens são muito bem construídos.

A HQ que fecha o álbum volta ao tempo em que o trio já está reunido e, no final, deixa um gancho excelente para novas aventuras, que até são prometidas pelo autor para um próximo episódio, intitulado Vendetta, mas que não se sabe quando – e se – sairá.

E tudo isso é feito num ótimo desenho, todo em preto e branco, com um impressionante uso de hachuras e uma narrativa competente – veja algumas páginas aqui. Hilton Mercadante, que é ilustrador, quadrinhista, professor de arte e bonequeiro, manda bem demais.

Editorialmente, o álbum apresenta alguns erros de revisão (como falta de vírgulas e acentos e o uso de “aonde” no lugar de “onde), mas nada muito grave. O que realmente faz falta é uma capa mais chamativa, talvez em cores e com uma ilustração inédita.

Também vale citação a foto de Mercadante na quarta capa, com as páginas da obra e uma espada sobre a prancheta de desenho, lendo um livro de Gilberto Freyre, e com a seguinte legenda embaixo: “o autor em busca de inspiração…”.

Como Crônicas da Pindahyba está sendo vendido “na raça” (e por um preço bacana), interessados em adquirir a obra devem escrever um e-mail para o autor para obter mais informações.

Classificação:

4,0

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