Dark # 1

Por Diogo Martins de Santana (in memorian)
Data: 15 março, 2013

Dark # 1Editora: Panini Comics – Revista mensal

No escuro – Parte 1 – Mulheres imaginárias (Justice League Dark # 1) – Peter Milligan (roteiro), Mikel Janin (arte) e Ulises Arreola (cor);

A Caçada – Parte 1 – Aviso vermelho (Animal Man # 1) – Jeff Lemire (roteiro), Travel Foreman (arte) e Lovern Kindzierski (cor);

Dado como morto (Resurrection Man # 1) – Dan Abnett e Andy Lanning (roteiro), Fernando Dagnino (arte) e Santi Arcas (cor);

Amor corrompido (I Vampire # 1) – Joshua Hale Fialkov (roteiro), Andrea Sorrentino (arte) e Marcelo Maiolo (cor);

Sacudindo os ossos (Swamp Thing # 1) – Scott Snyder (roteiro), Yanick Paquette (arte) e Nathan Fairbairn (cor).

Preço: R$ 8,90

Número de páginas: 104

Data de lançamento: Julho de 2012

Sinopse

O Universo DC não é mais o lugar iluminado que costumava ser. Em suas sombras, ameaças terríveis demais para serem encaradas por super-heróis comuns espreitam, prontas para tomar de assalto a nossa realidade.

Mas, para deter esses novos inimigos, heróis acostumados a lidar com a morte e a escuridão estão a postos para defender a Terra: Liga da Justiça Sombria (que conta com John Constantine como um de seus integrantes), Homem-Animal, Monstro do Pântano, o vampiro Andrew Bennett e Ressurreição.

Positivo/Negativo

Quando a DC anunciou o seu mais recente reboot, seus leitores ficaram em polvorosa. Primeiro, pela iniciativa de reiniciar toda a cronologia da editora. Segundo, pela coragem de não fazer isso com todos os super-heróis (o que tem um peso enorme em algumas revistas). E talvez, em menor grau, uma das coisas que chamou a atenção foi a integração de personagens do selo WildStorm e Vertigo a esse novo universo, e é nesse ponto que Dark se foca.

A revista abre com Liga da Justiça Dark. Com uma formação bem peculiar, a começar por Zatanna (que aparece como um membro “menor” da Liga da Justiça), Desafiador, John Constantine (os dois último após os eventos de O dia mais claro), Shade, o homem mutável, e Madame Xanadu, com a participação especial de Columba. Eles se unem para enfrentar o terrível e descontrolado poder da Feiticeira.

Apesar de ser uma edição para apresentar os personagens que vão formar a equipe, a trama já começa mostrando a Liga da Justiça sendo facilmente derrotada pela Feiticeira, para mostrar que esses anti-heróis atuarão em casos em que “simples” superpoderes não bastam, no limiar da razão.

Logo na primeira página de Homem-Animal há uma entrevista com Buddy Baker, que apresenta o universo do personagem: ele é um super-herói com poderes de animais, casado e com filhos, que passa por problemas como a prestação da casa e uma invasão alienígena.

A trama serve para resgatar conceitos básicos do personagem e introduzi-lo nesse novo universo. A arte da revista parece um tanto deslocada, com uma anatomia estranha, mas isso não chega a incomodar.

Ressurreição é a história mais fraca da revista. O personagem é pouco conhecido pelo público brasileiro, pois foi visto por aqui pela ultima vez em DC 1 milhão, que saiu pela Abril, há mais de dez anos.

A história serve apenas para apresentar o personagem e o plot: um homem sem memória, que foge pelo mundo sendo perseguido por crimes dos quais não se lembra. Vale a pena pela rápida aparição de Madame Xanadu, dando a entender que pode rolar um futuro crossover com a Liga da Justiça Dark.

Monstro do Pântano parte da reintegração do personagem ao Universo DC, depois dos eventos de O dia mais claro. O título talvez seja o que mais assuste os leitores, mas o autor Scott Snyder dribla bem essa situação ao criar um ótimo suspense.

Uma boa surpresa do mix é Eu, o vampiro. Aparentemente vindo ao encontro da moda de jovens vampiros apaixonados vivendo amores impossíveis, a história mostra um mundo sombrio por meio de uma narrativa pesada e uma arte que transmite bem todo o terror do roteiro.

O número de estreia de Dark serve como uma boa introdução para quem pretende se enveredar pelo mundo sobrenatural da nova DC. E foi acertada a decisão da Panini de mesclar esses títulos em uma única revista, transformando-a na “irmã caçula” da mensal Vertigo.

Classificação

3,0

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