Dark # 4

Por Diogo Martins de Santana
Data: 19 abril, 2013

Dark # 4Editora: Panini Comics – Revista mensal

Brilhante como a Lua (Justice League Dark # 4) – Peter Milligan (roteiro), Mikel Janin (arte) e Ulisses Arreola (cor);

Podridão (Animal Man # 4) – Jeff Lemire (roteiro), Jeff Huet e Travel Foreman (arte-final) e Lovern Kindzierski (cor);

Golpe duplo (Resurrection Man # 4) – Dan Abnett e Andy Lanning (roteiro), Fernando Dagnino (arte) e Santi Arcas (cor);

Dias vazios (I Vampire # 4) – Joshua Hale Fialkov (roteiro), Andrea Sorrentino (arte) e Marcelo Maiolo (cor);

Maravilhas do deserto (Swamp Thing # 4) – Scott Snyder (roteiro), Marco Rudy (arte) e David Baron (cor).

Preço: R$ 8,99

Número de páginas: 104

Data de lançamento: Outubro de 2012

Sinopse

Liga da Justiça Dark – O plano da Madame Xanadu começa a dar certo. Mas o que ela fará quando a Feiticeira se tornar poderosa demais para ser controlada?

Homem-Animal – Enquanto Buddy e Maxine aprendem mais sobre a guerra entre o Vermelho e a Podridão, a família do herói cai nas mãos de uma horrenda criatura.

O Monstro do Pântano cara a cara com a encarnação da morte!

Ressurreição – Mitch vs. Dublês de Corpo vs. Transumano.

Eu, o vampiro – Neste número, um conhecido mago inglês dá as caras.

Positivo/Negativo

Esta edição de Liga da Justiça Dark apresenta mais encontros entre os personagens da série, faz piada usando Watchmen como ponto de apoio e, finalmente, começa a deslanchar.

Rola o conflito entre Zatanna e Feiticeira, que resolveu dar um basta sozinha nessa loucura, e acaba sendo violentamente rechaçada. Constantine continua sendo o mago canalha de sempre, o leitor é poupado do relacionamento do Desafiador e Columba e, de quebra, um novo personagem é introduzido: Distorção Mental.

Essa acelerada na trama deu uma boa renovada na história, dando ânimo para o leitor continuar acompanhando a série.

Homem-Animal, definitivamente, é a melhor parte da revista. Enquanto Buddy e Maxine enfrentam a podridão no vermelho, o leitor entende um pouco mais os poderes da garotinha e sua relação com o vermelho. E, ao voltar pra casa, ela ganha seu tão sonhado animal de estimação.

Enquanto isso, no “mundo real”, a Sra. Baker e Cliff continuam às voltas com os agentes da podridão e uma avó que não gosta de ver os netos envolvidos em situações bizarras.

O texto é fluido e consegue mesclar de maneira incrível o cotidiano de uma família, como uma briga com a mãe por causa do marido, com elementos sobrenaturais, como um gato avatar de uma entidade cósmica.

A arte mantém o nível alto, mas, desta vez, ganha atenção por causa da referencias às capas clássicas de Homem-Animal, feitas na página 34.

Em Ressurreição, o aparecimento de um aliado deveria equilibrar as coisas para o lado do personagem principal, mas só joga a história para o ridículo.

No meio da batalha entre o Transhumano e as Dublês de Corpo, Mitch faz uma trégua com uma delas, na base do “ah, foi tudo um engano”, isto depois de quatro edições sendo perseguido e morto algumas vezes por elas.

Para completar o circo, Suriel, a anja que estava desaparecida desde o primeiro número, retorna sem qualquer explicação.

Este número de Eu, o vampiro tem uma “ponta” bem bacana de John Constantine. Fugindo do velho clichê de personagens principais que se enfrentam, ele encontra um vampiro aterrorizando um bar. Jogado por acaso no meio de um conflito, o mago tem uma participação relevante na história, que ainda entrega uma reviravolta interessante no final.

Em Monstro do Pântano, uma vez estabelecido o vilão, a dupla Abigail e Holland parte para combater a podridão. A narrativa flui muito bem e remete aos tempos áureos do personagem.

A arte merece destaque, principalmente na página em que os dois estão deitados fazendo o contraste entre o guardião da vida e a arauto da morte.

A edição só peca por um detalhe: a ausência das capas originais no interior da revista, devido à falta de espaço.

Classificação

3,0

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