Dark # 5

Por Diogo Martins de Santana (in memorian)
Data: 26 abril, 2013

Dark # 5Editora: Panini Comics – Revista mensal

Boi da cara preta (Justice League Dark # 5) – Peter Milligan (roteiro), Mikel Janin (arte) e Ulisses Arreola (cor);

Carne morta (Swamp Thing # 5) – Scott Snyder (roteiro), Yanick Paquette (arte) e Nathan Fairbairn (cor);

O demônio que você conhece (Resurrection Man # 5) – Dan Abnett e Andy Lanning (roteiro), Fernando Blanco (arte) e Santi Arcas (cor);

Continue a cavar (I Vampire # 5) – Joshua Hale Fialkov (roteiro), Andrea Sorrentino (arte) e Marcelo Maiolo (cor);

Cadeia alimentar (Animal Man # 4) – Jeff Lemire (roteiro), Travel Foreman (arte) e Lovern Kindzierski (cor).

Preço: R$ 8,99

Número de páginas: 104

Data de lançamento: Novembro de 2012

Sinopse

Liga da Justiça Dark – É hora de finalmente confrontar a Feiticeira… ou assistir ao mundo inteiro morrer!

Homem-Animal – Buddy Baker cai sob o domínio da Podridão.

Monstro do Pântano – O primeiro (e talvez último) encontro com Willian Arcane dá início a um catastrófico evento.

Eu, o vampiro – Duelo entre morcegos, com participação especial do Batman.

E mais: revelada a origem do Ressurreição.

Positivo/Negativo

Neste número, a maioria das histórias chega a momentos de clímax. Logo na primeira pagina da revista há uma tentativa de mostrar a sincronização dos eventos sobrenaturais pelo mundo. No entanto, talvez por uma falta de organização do editorial da DC ou de diálogo entre os autores, simplesmente não funciona.

Aqui, Ressurreição, Frankenstein e os Agentes da Sombra e Homem-Animal passam por situações diferentes das mostradas em suas revistas. O impressionante é que uma das justificativas para o reboot da cronologia foi deixar o universo mais ligado, mas, já no número 5 de alguns títulos, vê-se que o projeto não ficou tão coeso…

Em Liga da Justiça Dark, em meio à batalha com a Feiticeira, que está com seus poderes fora de controle, o Desafiador tenta proteger June Moon, a antiga hospedeira dos dons que estão de posse da vilã.

Para uma trama que pretendia ser o ápice de um arco, a resolução é simples e rápida demais, deixando a impressão de que todo o perigo e horror dos poderes desenfreados da inimiga não eram o foco da história. Ao mesmo tempo, parece que formar a equipe também não deu muito certo. O gancho deixado para a próxima aventura não empolga, pois foi exatamente assim que esta saga começou.

Monstro do Pântano eleva o nível da revista. Alec e Abigail se armam (literalmente) e combatem um agente da podridão, enquanto outros perigos assolam o parlamento verde, no meio da floresta amazônica.

Os diálogos são leves e fluídos, e as motivações, muito bem trabalhadas. A arte novamente surpreende, com destaque para a página 42, quando o casal se beija e, ao fundo, a imagem do Monstro do Pântano e do esqueleto de Abigail complementa a cena.

O título que mais destoa do mix é Ressurreição, tanto na qualidade quanto na temática. Apesar de a sinopse apontar que o leitor descobrirá a origem do personagem, não é bem isso o que acontece. Num flashback, que volta três anos (lembrando que na nova cronologia os heróis só existem há meia década) e transporta a cena para Basra, no Iraque, Mitch é mostrado como alguém extremamente arrogante, com o Exterminador contratado como segurança, dirigindo um programa de melhorias de soldados para campo de batalha.

Lá, ele encontra Carmem Leno, uma ex-atriz de filmes pornô que se alistou no exército, ferida. Com a ajuda de Bonnie Hoffman, Mitch salva a vida deles com uma injeção. Essas duas moças virão a se tornar as Dublês de Corpo.

Mais à frente, já seguro dentro de uma base militar, Mitch é atacado por criaturas alienígenas, que o ferem e injetam no corpo dele o mesmo produto que usaram em Carmem.

Quem ele era? No que trabalhava? O que a injeção fazia? O que são as criaturas alienígenas que o atacaram? Nada tem resposta. Logo em seguida, a trama volta para o grupo que o aguarda e o leitor descobre que ele realmente sumiu, pois está sendo transportado para o Arkham.

Eu, o vampiro tem uma participação especial de Batman. Em meio a ataques de grupos dos sugadores de sangue, Andrew, Professor John Troughton e Tig investigam o paradeiro da vampira Mary, quando são interceptados pelo Homem-Morcego.

A chegada do Batman segue o manual dos comics: primeiro, o confronto seguido da inevitável aliança. Mas, pelo menos, isso não desrespeita a inteligência do leitor. As conclusões dele sobre Andrew são lógicas e rápidas, respeitando a caracterização do herói como detetive. E a arte caminha junto, retratando uma Gotham escura e suja.

Quem fecha o mix é Homem-Animal, que desde os primeiros números se mantém como a melhor série da revista. Aqui, o protagonista e Maxine correm para proteger Cliff e a Sra. Baker do agente da podridão.

Uma das coisas mais interessantes é que, apesar de ter superpoderes e já ter integrado a Liga da Justiça, Buddy Baker é extremamente humano e, ao encontrar o monstro da história, apanha miseravelmente, sendo salvo por sua filha de 8 anos.

À primeira vista, pode parecer tolo, mas, para o leitor mais atento, a ideia de que Maxine é bem mais poderosa que o pai vem sendo construída faz tempo. No final, fica a revelação assustadora de que a podridão não é um simples vilão, e sim um conceito que se espalha rapidamente. Isso obriga a família Baker a fugir pelos Estados Unidos dentro de um trailer.

Classificação

3,0

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