Dark # 6

Por Diogo Martins de Santana (in memorian)
Data: 14 maio, 2013

Dark # 6Editora: Panini Comics – Revista mensal

Autores: Fantasias (Animal Man # 6) – Jeff Lemire (roteiro), Travel Foreman, John Paul Leon (arte) e Lovern Kindzierski (cor);

No escuro – Post Mortem – A maldita reunião (Justice League Dark # 6) – Peter Milligan (roteiro), Mikel Janin (arte) e Ulises Arreola (cor);

Trancafiado (Resurrection Man # 6) – Dan Abnett e Andy Lanning (roteiro), Fernando Dagnino (arte) e Jeromy Cox (cor);

Um homem encantador (I Vampire # 6) – Joshua Hale Fialkov (roteiro), Andrea Sorrentino (arte) e Marcelo Maiolo (cor);

A rainha negra (Swamp Thing # 6) – Scott Snyder (roteiro), Marco Rudy (arte) e Val Staples e Lee Loughridge (cor).

Preço: R$ 8,99

Número de páginas: 104

Data de lançamento: Dezembro de 2012

Sinopse

Liga da Justiça Dark – O primeiro reencontro da equipe após o confronto com a feiticeira.

Monstro do Pântano – Alec e Abigail enfrentam William Arcane.

Eu, o vampiro – Em Gotham City, Tig se descontrola e dá início à ascensão dos vampiros!

Ressurreição – Preso no Asilo Arkham, Mitch tem que enfrentar uma fuga em massa e a corrupção policial.

Homem-Animal– Fugindo de trailer pelo interior dos Estados Unidos, a família Baker se distrai com um filme.

Positivo/Negativo

Homem-Animal abre a revista com uma pequena pausa no combate da família Baker contra a podridão. Na história, o leitor acompanha Chas Grant, outrora conhecido como Relâmpago Escarlate, hoje desempregado, divorciado, duro e com sérios problemas com bebidas.

Num exercício de metalinguagem incrível, o autor apresenta um drama que poderia muito bem ser protagonizado por Buddy, e de quebra ainda levanta questões muito próximas às apresentadas por Grant Morrison em Sete soldados da vitória, como: o que acontece com os sidekicks depois que eles crescem? Ou onde estão os heróis das classes C e D.

Claro que nas mãos de Morrison, eles tiveram um final muito mais glorioso do que ser espancados à vista de todos.

A arte conduz o leitor pela transição entre as duas histórias, com detalhes muito bem colocados como, por exemplo, a indicação que a bateria do celular está acabando.

Em Liga da Justiça Dark, a equipe se reencontra apenas para provar que não funciona, que os membros não se respeitam e que a falta de objetivo é bem clara. Mas, ainda assim, eles precisam se unir devido a um perigo iminente – ou, mais provavelmente, por ordem do alto escalão da DC Comics.

A história termina com uma sincronização entre os eventos de LJD e Eu, o vampiro. Assim, veremos se esse perigo realmente existe.

Ressurreição muda completamente a trama em que a revista estava envolvida, e se perde. Esqueça as Dublês de Corpo, o Transumano, Suriel ou qualquer pista sobre o passado de Mitch. Agora, ele desperta a caminho do Asilo Arkham e sem poderes.

O roteiro tenta explorar elementos do submundo de Gotham, como a corrupção policial e a influência dos vilões na política da cidade, mas tudo é feito de maneira superficial, focada em um único agente penitenciário, como se ele fosse a fonte de todo mal no local.

Ainda em Gotham, o leitor confere Batman, Andrew e os caçadores de vampiro enfrentando o exercito de Mary em Eu, o vampiro.

A trama, apesar de rápida, transmite um questionamento interessante sobre a posição de cada um dos personagens em relação a matar. Enquanto Tig quer destruir todo e qualquer vampiro que aparecer, Andrew busca acabar somente com os mestres (assim consegue reverter a transformação) e o Morcego tenta impedir qualquer morte.

No final, o gancho deixado na história de Liga da Justiça Dark é explicado, dando o pontapé inicial para o crossover entre as duas revistas.

Monstro do Pântano se foca no conflito entre Alec, Abby e o irmão dela, mas, nessa altura do campeonato, a entidade da podridão está tão poderosa, que tudo que o leitor pode fazer é se angustiar enquanto vê os dois sendo facilmente derrotados.

A derrocada é tão rápida e surpreendente, que a sensação de fim da esperança reverbera em cada quadro da revista.

Alguns leitores podem reclamar do final, muito parecido com o de Eu, o vampiro, e realmente é.

Mas quando se leva em consideração a natureza dos dois personagens, o final de Eu, o vampiro é desesperador por trazer uma situação de embate com o maior inimigo do protagonista, e uma traição que o leva a completa destruição. Enquanto Monstro do Pântano vem, há muito números, em uma espiral de decadência que atinge seu ponto mais crítico, restando ao herói somente a superação.

Classificação

2,5

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