Dark # 7

Por Diogo Martins de Santana
Data: 19 julho, 2013

Dark # 7Editora: Panini Comics – Revista mensal

Autores: A ascensão dos vampiros - Sangue Vermelho, Magia Negra (Justice League Dark # 7) – Peter Milligan (roteiro), Daniel Sampere (arte) e Admira Wijaya (cor e arte);

A ascensão dos Vampiros – A culpa e de Caim (I Vampire # 7) – Joshua Hale Fialkov (roteiro), Andrea Sorrentino (arte) e Marcelo Maiolo (cor);

Poder de Fogo (Resurrection Man # 7) – Dan Abnett e Andy Lanning (roteiro), Fernando Dagnino (arte) e Jeromy Cox (cor);

Animal vs. Homem (Animal Man # 7) – Jeff Lemire (roteiro), Steve Pugh (arte) e Lovern Kindzierski (cor);

Monstro do Pântano (Swamp Thing # 7) – Scott Snyder (roteiro), Yanick Paquette (arte) e Nathan Fairbairn (cor).

Preço: R$ 9,99

Número de páginas: 104

Data de lançamento: Janeiro de 2013

Sinopse

Liga da Justiça Dark – A equipe vai parar em Gotham, em meio a ascensão dos vampiros.

Eu, o vampiro – Caim despertou acabando com os planos de Mary.

Ressurreição – Em Metrópolis, Mitch se vê no meio do fogo cruzado entre a Intergangue e a policia da cidade.

Homem-Animal – Em um momento de paz durante a fuga da família Baker, Buddy consegue se aproximar de seus filhos.

Monstro do Pântano – Alec Holland reluta em se entregar ao parlamento verde.

Positivo/Negativo

Nesta edição acontece o primeiro grande crossover entre os títulos da linha “mágica” da DC Comics: Liga da Justiça Dark e Eu, o Vampiro enfrentando Cain, com a participação especial de Batman e alguns membros da “bat-família”.

A primeira parte acontece nas páginas de LJD, que cai em meio ao tumulto que vinha acontecendo em Eu, o Vampiro, e esta sensação de estar em meio a um furacão permeia toda a edição. Pela primeira vez, o desentendimento da equipe se transforma em um fio condutor, ao contrário do que vinha acontecendo.

O roteiro, além focar a confusão dos eventos, dá destaque a Shade, que não se entende com seu uniforme, que cria vários eventos aleatórios.

Outro ponto que vale observar é a nova interação de John Constantine com a equipe. Ele vai garantindo o seu lugar como uma espécie de líder de campo.

Já a arte de Admira Wijaya, apesar de ser bonita (ele cria quadros incríveis, como a última página da história), não consegue passar todo o dinamismo do enredo.

O que não acontece em Eu, o Vampiro, segunda parte da saga, já que a equipe criativa parece muito bem sincronizada deste a primeira edição.

Aqui, a arte trabalha em prol da trama. Quando focada em Mary, que perde seu posto de líder da horda de vampiros, é tudo muito próximo e sanguinário, para demonstrar sua ira. Quando mostra Cain, recém-desperto e extremamente poderoso, as cenas são distantes e com um tom épico. E quando eles abordam o vampiro Andrew no além-túmulo, os traços são mais estáticos.

Como uma espécie de interlúdio, vem Ressurreição. Desde o primeiro número de Dark, o ponto mais fraco do mix mantém a tradição.

O personagem continua sua fuga pelo Estados Unidos em uma espécie de road movie com o pneu furado. Ele agora está em Metrópolis, onde coincidentemente usa como esconderijo o mesmo prédio que membros da Intergangue utilizam como um laboratório de drogas.

Além dos furos de roteiros, como um personagem fugitivo se esconder em uma megalópole, ou um grupo responsável pelo contrabando de armas de última tecnologia fazendo drogas no fundo do quintal, a trama é confusa e cheia de idas e vindas desnecessárias e explosões que só confundem a arte.

O Homem Animal também viaja pelos EUA, mas fugindo dos agentes da podridão, dando assim uma pausa nas batalhas.

A história fica centrada nas relações familiares, com ênfase nas crianças. Primeiramente, Buddy tenta ganhar o prêmio de pai do ano quando ajuda Cliff com duas garotas. Já a interação com Maxine acontece de maneira mais sutil, dentro de um sonho, porém, com muito mais importância para a trama, interligando os eventos com o Monstro do Pântano e uma rápida aparição de um Constantine idoso.

Para fechar o mix com chave de ouro, Monstro do Pântano traz uma edição em que a arte ficou muito superior ao que vinha sendo mostrado até então.

Alec Holland foi abandonado, ferido e cercado por agentes da podridão quando foi salvo pelo parlamento verde. A partir do resgate dele, a arte se torna dinâmica, entrelaçando os quadros e as bordas com galhos, nas passagens do parlamento; e manchas nos trechos que dão destaque à podridão.

O roteiro é fluido e transmite bem a relutância e a angústia de Alec em se entregar ao parlamento verde. Ao final, dá uma boa pista do que vai acontecer na próxima edição, deixando o leitor ansioso.

Classificação:

3,0

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