DC APRESENTA # 1 – SJA ARQUIVOS CONFIDENCIAIS

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2007


Título: DC APRESENTA # 1 – SJA ARQUIVOS CONFIDENCIAIS (Panini
Comics
) – Revista bimestral

Autores: Geoff Johns (roteiro) e Amanda Conner (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Janeiro de 2007

Sinopse: Quem é a Poderosa? A prima do Superman? Neta de Arion, o mago da Atlântida? Ou ela veio de um futuro alternativo? Quem na verdade é Karen Starr?

Quando seus poderes começam a falhar e se descontrolar, a heroína parte em busca das respostas há tanto negadas a ela. Em seu caminho, um inimigo do passado pode fazer com que Poderosa encontre seu fim antes de saber a verdade sobre si mesma.

Positivo/Negativo: Há pelo menos 20 anos, a Poderosa tem uma cronologia bem complicada. No Universo DC pós-Crise nas Infinitas Terras, ela ficou com um histórico pra lá de conturbado, pois, ao contrário dos outros personagens que tiveram suas “vidas” reescritas, virou uma colagem de tramas com origens e tempos bastante diferentes. O mesmo ocorreu com os Gaviões.

Como Geoff Johns conseguiu dar uma solução simples, bonita e funcional
para a história do Gavião Negro e da Mulher-Gavião, nada mais justo que
ele reestruturar o passado da Poderosa.

Contudo, apesar do que o “comercial” promete, o leitor não vai descobrir ainda quem é a Poderosa. Johns usa o Pirata Psíquico, um vilão de segundo escalão, como peça central em uma trama muito maior para manipular Karen Starr.

Como tudo que está acontecendo na DC nesse momento, a trama está ligada à Crise Infinita e a Vilões Unidos. Portanto, o final dos eventos desta revista só será mostrado dentro da minissérie da Crise.

Se por acaso um leitor nunca acompanhou nada da heroína, entenderá o seguinte: o que se conhecia como Multiverso, antes da Crise nas Infinitas Terras desapareceu, deixando apenas uma Terra, a atual, que desconhece todos esses eventos dimensionais.

Contudo, alguns personagens sobreviveram a essa transição, caso da Poderosa.
E hoje seu passado é algo tão tumultuado em sua mente, que ela não consegue
saber o que é real ou não.

Deixando de lado essa trama cósmica que não adianta tentar entender agora, tem-se uma história bem legal. Quando Karen não está vendo alucinações de possíveis origens, procura outros heróis para conversar, se aconselhar, tentar se entender. E esses momentos acabam revelando muito da personalidade dela.

Como sempre, acontecem diversas situações e piadas envolvendo seu corpo voluptuoso, mas a conversa com o Superman, justamente sobre o decote no uniforme, é maravilhosa. A idéia de que ela sempre quis ter um símbolo, algo icônico, que significasse tanto quando o “S” do Homem de Aço, mas nunca conseguiu preencher o vazio do seu traje, é bonita e funcional em diversos níveis.

Da mesma forma que Johns era o nome certo para contar a história, a arte deveria ficar com alguém como Amanda Conner. Ela deu ao desenho um lado sexy, sem ser ofensivo; mostrou que se pode fazer belas mulheres com um traço simples e relativamente estilizado – e que não basta que elas seja belas.

Conner conseguiu dar emoção na medida certa para a heroína, mostrar sua raiva, seu sentimento de vazio, sua tristeza. Poderosa é “de aço”, mas é frágil e sensível como toda mulher.

Vale uma ressalva para o leitor: se você está acompanhando a Crise Infinita, não precisa obrigatoriamente ler esta revista. Contudo, se o fizer, precisará acompanhar a minissérie “mãe” para entendê-la.

Classificação:

4,0

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