DC APRESENTA # 2 – CRISE INFINITA ESPECIAL

Por Eduardo Nasi
Data: 1 dezembro, 2007


Título: DC APRESENTA # 2 – CRISE INFINITA ESPECIAL (Panini
Comics
) – Revista bimestral

Autores: Guerra Rann-Thanagar – Dave Gibbons (roteiro), Ivan Reis e Joe Prado (desenhos) e Marcelo Campos, Oclair Albert e Michael Bair (arte-final);

Dia de Vingança – Bill Willingham (texto), Justiniano (desenhos) e Walden Wong e Wayne Faucher (arte-final).

Preço: R$ 6,50

Número de páginas: 80

Data de lançamento: Março de 2007

Sinopse: Guerra Rann-Thanagar – Ao investigar um estranho fenômeno, um grupo de heróis depara com pistas do verdadeiro motivo da guerra entre Rann e Thanagar.

Dia de Vingança – Nabu ressurge para enfrentar definitivamente o Espectro.

Positivo/Negativo: Três meses depois do encerramento da minissérie Contagem Regressiva para a Crise Infinita, com o quarto número de Crise Infinita nas bancas, a Panini lança o desfecho de Guerra Rann-Thanagar e Dia de Vingança. As histórias compõem o segundo número da mais recente revista dedicada ao Universo DC, cujo primeiro número foi dedicado à origem da heroína Poderosa, outra mini ligada à atual Crise.

A aparente demora tem um motivo: as histórias são diretamente interligadas à Crise Infinita, e precisavam esperar revelações realizadas no quarto volume da minissérie.

O vínculo estreito com Crise Infinita chega a atrapalhar as histórias. A Guerra Rann-Thanagar, por exemplo, tinha por trás um grande mistério. Podia não ter o melhor roteiro das quatro minis da Contagem Regressiva, mas chamava atenção por suas reviravoltas – e também pela bela arte dos brasileiros.

A revelação feita em Crise Infinita joga um balde de água fria no roteiro. As raízes da guerra não têm nada de conspiração. Tudo foi motivado por um supermoleque insano – e era só isso desde sempre. Depois de uma série bem engendrada, um desfecho desses soa apenas como um arroubo de Era de Prata nos criadores da megassaga.

Dia de Vingança foi, desde o começo, uma história fraca. Willingham ficou muito aquém de seus bons roteiros quando pôs a mão na magia do Universo DC. Esse território já valeu ouro na série Os Livros da Magia, de Neil Gaiman, em que todos os seres místicos da editora foram organizados.

Mas Dia de Vingança reduziu tudo a um punhado de lutas com rajadas, raios e possessões. A conclusão da minissérie, como era de se esperar, não empolga, mesmo prometendo revolucionar mais uma vez a magia da DC.

Projeto OMAC, a melhor mini de Contagem Regressiva, fica para DC Apresenta # 3, junto com Vilões Unidos.

Classificação:

4,0

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