DEMOLIDOR # 21

Por Fernando Viti
Data: 1 dezembro, 2006


Título: DEMOLIDOR # 21 (Panini
Comics
) – Revista mensal
Autores: Justiceiro – Garth Ennis (roteiro) e Leandro Fernandez (desenhos);

Mercenário – Daniel Way (roteiro) e S. Dillon (desenhos);

Demolidor – Brian Michael Bendis (roteiro) e Alex Maleev (desenhos).

Preço: R$ 5,90

Número de páginas: 72

Data de lançamento: Outubro de 2005

Sinopse: Demolidor – Matt (Demolidor) e Natasha Romanova (Viúva Negra) enfrentam um muito eficiente ex-agente da S.H.I.E.L.D., mas o verdadeiro desafio para o herói da Cozinha do Inferno é lidar com a crise de consciência que abate Natasha.

Mercenário – No segundo capitulo, o Mercenário parece que curte a terapia e segue contando cobras e lagartos sobre sua transformação de promessa do mundo do beisebol em agente da CIA, com licença para matar.

O clima esquenta, pois onde está o material radiativo roubado? E o cara bom de pontaria prefere falar de seu encontro com o Justiceiro, um simpático burrinho e Elektra.

Justiceiro – Imagine um aparentemente pacato velhinho chantageado por um afro-irlandês assassino: ou o vovô volta à ativa, ou o netinho morre.

O idoso, no caso, durante anos retalhou inimigos (em pequenos pedaços) da máfia irlandesa. É pouco? Pois bem, além de uma gangue especializada em assaltar iates de grã-finos, tem ainda um terrorista que perdeu a pele do rosto numa explosão. Eis o bizarro mundo de Frank Castle.

Positivo/Negativo: Se o leitor conhece algum eco-chato, um daqueles ecologistas intolerantes cheios de opiniões firmes, intransigente e sem humor, relaxe, pois seus problemas acabaram. Por quê? Ora, ofereça ao “mala” esta terceira parte da aventura do Mercenário

O burrinho kamikaze é uma das sacadas mais divertidas dos últimos anos no reino da Marvel Comics. E tem mais: o embate entre Mercenário e Justiceiro é ação da melhor qualidade. Você nunca imaginou que um reles palito de dente pudesse fazer tanta diferença.

Para o Demolidor, A Viúva – Parte IV, o leitor sabe: o que já era bom tornou-se ótimo. A tensão, o suspense, a ação… Tudo funciona às mil maravilhas no roteiro de Bendis e nos ótimos desenhos de Maleev.

Bem que essa dupla podia resgatar a Elektra do limbo em que a ninja foi jogada.

Em Inferno Irlandês – Parte II, ao habitual e ótimo humor negro dos roteiros de Ennis soma-se, nesta fase de Justiceiro, uma interessante dose de dramaticidade pelo conflito entre Napper Fench, o velho retalhador, e a novíssima geração da máfia irlandesa, representada por Maginty.

O clima de tensão é inusitado para um gibi que fez sua fama pela forma debochada de abordar a violência como a face mais assustadora da decadência urbana. Entretanto, os desenhos de Fernandez deixam muito, mas muito a desejar.

 

Classificação:

4,0

• Outros artigos escritos por

.

.

.