Diário de uma volátil

Por Renato Félix
Data: 9 julho, 2018

Diário de uma volátilEditora: BestSeller – Edição especial

Autora: Agustina Guerrero (roteiro e arte) – Originalmente em Diário de una Volátil (tradução de Marcelo Barbão)

Preço: R$ 39,90

Número de páginas: 160

Data de lançamento: Setembro de 2017

Sinopse

Mulher de 30 anos vive com bom humor inúmeros dilemas e situações típicas de seu cotidiano.

Positivo/Negativo

Abafadas por muito tempo, apesar de uma ou outra exceção, as vozes femininas nos quadrinhos vêm felizmente aumentando. Até por isso, é natural que várias delas usem como tema suas próprias vidas e dilemas do cotidiano. Também é por aí que trilha Diário de uma volátil, da argentina Agustina Guerrero, hoje vivendo na Espanha.

As tiras e cartuns foram publicados primeiro no blog da autora e versam com graça sobre questões típicas de uma mulher de 30 anos. Há tanto conflitos internos quanto piadas sobre se preparar para um fim de semana caliente e a menstruação vir pouco antes de viajar. Ou das dificuldades do namorado em entender certas complexidades do coração feminino.

Agustina é herdeira da também argentina Maitena, cujos álbuns da série Mulheres Alteradas já tratavam desses assuntos e foram dos primeiros a fazer sucesso editorial no Brasil, tendo o cotidiano feminino como tema. O formato também é semelhante: situações resolvidas em poucos quadrinhos (ou mesmo um só).

Placas Tectônicas, da francesa Margaux Motin, é outro exemplo de álbum de autoria feminina que segue o mesmo modelo.

Por isso mesmo, alguns recursos narrativos de Diário de uma volátil já soam batidos, como o uso de listas do que a autora ama/ odeia/se envergonha. São momentos em que o desenho é supérfluo: o texto conta tudo e as ilustrações, embora graciosas, são meramente muletas narrativas, tendo pouco a acrescentar.

A autora se sai bem melhor quando explora o grafismo, bem usado sobretudo em diversas páginas duplas. Como uma em que não deixa a escuridão abafar seu fundo de manchas coloridas. Em outro quadro, ela faz um balão de pensamento emaranhado, simbolizando raiva e o desembaraça transformando-o em uma corda de pular.

A edição tem 16 x 23 cm e é bem cuidada. A capa tem detalhes em verniz e orelhas. Mas o trunfo mesmo da obra é combinar os desenhos simpáticos com o potencial de identificação de muitas leitoras.

Classificação:

3,0

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