DINASTIA M # 1

Por Mário César
Data: 1 dezembro, 2006


Título: DINASTIA M # 1 (Panini
Comics
) – Revista mensal

Autores: Brian Michael Bendis (roteiro), Olivier Coipel (desenhos),
Tim Townsend (arte-final) e Frank D’Armata (cores).

Preço: R$ 5,90

Número de páginas: 56

Data de lançamento: Setembro de 2006

Sinopse: Há seis meses, a Feiticeira Escarlate teve um colapso
nervoso e perdeu o controle sobre seus poderes de alteração da realidade.
A vida dos Vingadores se tornou um verdadeiro inferno: integrantes faleceram
e o grupo foi desfeito após o incidente.

O professor Xavier, o Doutor Estranho e outros heróis tentaram ajudá-la
de todas as formas possíveis, mas o caso de Wanda parece cada vez pior.

Agora, os maiores heróis da Terra terão de decidir o destino da ex-Vingadora;
e talvez tenham que tomar atitudes drásticas.

Positivo/Negativo: Uma heroína perdendo o controle sobre seus poderes
e se tornando vilã… Familiar, não? Uma nova versão do universo Marvel
Hmm, também não soa estranho… Uma mega-saga que mudará tudo na vida
dos super-heróis pela milésima vez… Já viu esse filme antes? Pois é…

DINASTIA M # 1
Com uma premissa batida dessas e conhecendo o histórico da “Casa das Idéias”
com essas “mega-sagas”, Dinastia M tinha tudo pra ser mais um monte
de estrume caça-níquel despejado nas bancas. E certamente isso seria verdade
não fosse por Brian Bendis. Não que ele chegue a empolgar de fato, mas
pelo menos impede o barco de afundar e traz algum frescor aos leitores.

Os trabalhos de Bendis sempre contam com diálogos afiados e personagens
bem delineados. Aqui não é diferente. A discussão sobre o destino da Feiticeira
Escarlate foi bem desenvolvida e coloca os heróis em um dilema moral interessante:
sacrificar ou não uma ex-companheira de luta.

A nova realidade apresentada também tem lá seu charme. Em vez do costumeiro
mundo apocalíptico, um mundo aparentemente utópico onde o conceito dos
personagens é completamente invertido.

Nos desenhos, Olivier Coipel faz um belo trabalho. Sua arte é dinâmica
e limpa. Além disso, mostra muita habilidade com expressões faciais e
corporais, só derrapando um pouco em alguns enquadramentos e diagramações.

Na página em que os X-Men aparecem para a reunião, por exemplo, só a testa
do Wolverine é enquadrada no último painel. Outro momento estranho é a
surreal (e quase dadaísta) seqüência final da primeira parte.

Como parece ser regra em todas essas sagas, vários títulos de qualidade
duvidosa complementarão as idéias desenvolvidas para a série principal
e, inevitavelmente, trarão incoerências ao enredo. Quanto a isso, nem
Bendis está imune.

Distania M ainda sofre com um fato comum ao gênero de super-heróis:
é apenas pra quem acompanha a cronologia desses personagens há sabe-se
lá quantos anos e ninguém mais.

O escritor até se esforça pra deixar a história autocontida, mas se o
leitor não conhecer previamente os personagens ou não tiver lido Vingadores
– A Queda
pode não ver muita graça na trama.

A edição da Panini ficou bem cuidada e reúne os dois primeiros
números da série norte-americana. Conta inclusive com duas belas capas
variantes. Que os próximos números não atrasem como vem ocorrendo com
outras publicações da editora ultimamente.

Agora é ver que bicho vai sair desse mato e torcer pra não matarem o Magneto
pela enésima vez só pra ele reaparecer pela qüinquagésima vez junto com
a Fênix e a Psylocke e o Colossus e o Duende Verde e o Pássaro Trovejante
e o…

Classificação:

4,0

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