DINASTIA M # 2

Por Mário César
Data: 1 dezembro, 2006


Título: DINASTIA M # 2 (Panini
Comics
) – Minissérie em quatro edições
Autores: Brian Michael Bendis (roteiro), Olivier Coipel (desenhos), Tim Townsend (arte-final) & Frank D’Armata (cores).

Preço: R$ 5,90

Número de páginas: 56

Data de lançamento: Outubro de 2006

Sinopse: A Feiticeira Escarlate perdeu o controle de seus poderes e os maiores heróis do Universo Marvel se reuniram para decidir seu futuro, cogitando até mesmo a possibilidade de sacrificar a ex-companheira.

Entretanto, antes que qualquer atitude fosse tomada, Wanda transforma o mundo e cria a Dinastia M: uma nova realidade onde os mutantes, liderados por Magneto, se tornaram a espécie dominante, Peter Parker está casado com Gwen Stacy é reverenciado como grande herói e tem um filho, o Capitão América envelheceu, Ciclope e Emma Frost são marido e mulher e o único que parece se lembrar de como o mundo era antes é Wolverine, agora um dos principais agentes da S.H.I.E.L.D.

DINASTIA M # 2 Positivo/Negativo:
Dinastia M é, definitivamente, uma história de fã para fã. A trama
é um poço de clichês de histórias de realidade alternativa, mas pelo menos
são divertidos e bem executados.
Bendis conduz o enredo de forma inteligente e consegue tirá-lo da banalidade, o grande problema é que acontece pouca coisa por edição. Quem conhece os trabalhos anteriores do escritor sabe que isso é uma característica sua, mas aqui ela incomoda um pouco.

Sua narrativa fragmentada funcionou muito bem para passar todas as nuances psicológicas dos personagens em Alias – Conexão Perigo, Pulse e Demolidor. Contudo, esses eram títulos com um protagonista apenas, já Dinastia M é uma saga envolvendo um número enorme de personagens e a ação deveria ser um pouco mais valorizada.

Nos desenhos, Coipel dá conta do recado com categoria e se mostra uma decisão acertada da Marvel. Dono de um traço limpo e expressivo, ele constrói belos painéis, além de mostrar um bom domínio sobre a narrativa.

A arte-final precisa de Tim Townsend e as boas cores de Frank D’Armata fecham o pacote com competência. Nada de excepcional, mas bem acima da média do que se vê por aí com super-heróis.

A edição da Panini compila o terceiro e o quarto números da série norte-americana e conta com duas versões de capa: uma de Esad Ribic e outra de John Cassaday. Ponto pra editora que, além de editar bem o material, não cometeu nenhum atraso dessa vez.

E ah, o Magneto não morreu e ressuscitou de novo…

 

Classificação:

4,0

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