DINASTIA M # 4

Por Mário César
Data: 1 dezembro, 2007


Título: DINASTIA M # 4 (Panini
Comics
) – Minissérie em quatro edições

Autores: Brian Michael Bendis (roteiro), Olivier Coipel (desenhos),
Tim Townsend, Rick Magyar, Scott Hanna (arte-final) e Frank D’Armata (cores).
Preço: R$ 5,90

Número de páginas: 56

Data de lançamento: Dezembro de 2006

Sinopse: Conclusão da saga Dinastia M.

Os poderes da Feiticeira Escarlate saíram do controle e alteraram toda
a realidade do Universo Marvel. Apenas Wolverine parecia estar
ciente do fato e com a ajuda da misteriosa Layla e da resistência humana
conseguiu recrutar outros super-heróis para tentar reverter o mundo ao
seu estado original.

DINASTIA M # 4Positivo/Negativo:
Finalmente alguma reviravolta interessante acontece com a revelação de
quem convenceu Wanda a alterar a realidade desta forma. Assim, a série
tenta mostrar a que veio.

Não dá pra negar que Brian Bendis está tentando retirar a Marvel
do marasmo com algumas propostas ousadas como Wolverine se lembrar de
todo seu passado ou a drástica redução da quantidade de mutantes ao redor
do globo. São idéias que podem render boas tramas ou bagunçar ainda mais
o já confuso universo mutante, sem falar no desgaste de alguns personagens.
O problema é saber se a “Casa das Idéias” vai ter competência suficiente
pra lidar com todas as pontas soltas daqui pra frente.

Essas ousadias, entretanto, não conseguem disfarçar idéias batidas como
Magneto perdendo seus poderes (alguém tem alguma dúvida de que eles voltam?)
e a absoluta falta de originalidade da trama (Fênix Negra de novo?).

É, até agora, o trabalho mais fraco da carreira de Bendis. Em séries como
Demolidor e Alias, o escritor ficou conhecido pela criatividade
e ritmo bem marcado de seus roteiros, pelos ótimos diálogos e também por
trazer um certo experimentalismo ao mainstream. Infelizmente, foram
poucos os momentos em que apresentou tais características em Dinastia
M
.

A série ainda foi prejudicada pelo ritmo lento das primeiras edições,
pelas fracas cenas de ação e por uma irregularidade nos desenhos, especialmente
pela arte-final feita a seis mãos.

A edição da Panini compila o sétimo e o oitavo números da série
norte-americana e conta com duas versões de capa: uma de Esad Ribic e
outra (simplesmente medonha) de Salvador Larroca e Danny Miki.

Classificação:

4,0

• Outros artigos escritos por

.

.

.