DYLAN DOG # 1

Por Fernando Viti
Data: 1 dezembro, 2001

Dylan Dog #1Título:
DYLAN DOG # 1 (Mythos
Editora
) – Revista mensal

Autores: Tiziano Sclavi (roteiro) e Angelo Stano (desenhos).

Preço: R$ 4,90

Data de lançamento: Agosto de 2002

Sinopse: Numa outra dimensão, num distante planeta perdido, numa outra era que “existe” numa ordem paralela ao nosso mundo e momento histórico, um raro fenômeno astrofísico: três sóis nascem no horizonte!

Neste outro mundo, habitado por duplos dos seres vivos do nosso planeta Terra, uma misteriosa figura encapuzada entende a manifestação dos três sóis como um sinal: o dia chegou, é hora de partir e realizar seu destino.

Simultaneamente, na Londres do fim do século XX, Dylan Dog é atingido por uma visão: um galeão viaja pelo espaço levando a amada Morgana! Isso o leva a acreditar que o seu dia também chegou. Ele precisa partir só em busca de respostas sobre a sua existência e condição.

Positivo/Negativo: Pra ir direto ao ponto, a Mythos erra
até quando acerta! Que a editora merece todos os créditos por ressuscitar
Dylan Dog nas bancas do Brasil, é indubitável. Entretanto, há problemas
sérios!


O desenho e a diagramação não fazem justiça à riqueza de detalhes do roteiro: uma trama que oscila entre elementos do imaginário e a vida dos séculos XVIII e XX merecia um desenhista com maior ousadia e conhecimento de história da arte.

O roteiro, ainda que rico e interessante, é muito mal desenvolvido e, muitas vezes, se reduz a soluções simplistas. O tal sapo-monstro, por exemplo, é de doer…


Assim, será que a Mythos não poderia ter começado sua série com
uma edição menos “barroca”? Não seria mais interessante apresentar o universo
de Dylan Dog a todo um novo público por meio de uma aventura fechada
e bem estruturada, como O Despertar dos Mortos (Conrad
Editora
, # 2) ou As Noites da Lua Cheia (Record,
# 3)?



No que diz respeito ao aspecto gráfico, trata-se de uma edição sensivelmente
inferior à da Conrad: papel jornal; formato menor, que empobrece
a composição das páginas; e impressão precária, que atenta contra qualquer
tentativa de efeito claro/ escuro. A última página, por exemplo,
está um desastre!

Classificação:

4,0

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