Estrada para Perdição # 3

Por Diego Figueira
Data: 19 dezembro, 2008

Estrada para Perdição # 3Editora: Via Lettera – Série em três edições

Autores: Max Allan Collins (roteiro) e Richard Piers Rayner (desenhos).

Preço: R$ 24,00

Número de páginas: 104

Data de lançamento: Setembro de 2002

Sinopse

As investidas de Michael O’Sullivan contra os negócios de Looney começam a incomodar até mesmo Al Capone, que está protegendo o homem que o Arcanjo da Morte procura.

O’Sullivan está muito próximo de concluir sua vingança, mas isso pode não representar o fim de sua luta contra os mais perigosos homens da máfia.

Positivo/Negativo

A conclusão de Estrada para Perdição é cheia de grandes momentos – mérito do roteirista Max Allan Collins (veja aqui uma entrevista com ele) e do desenhista Richard Piers Rayner.

O’Sullivan leva adiante seu plano de arruinar os negócios de Looney para fazer com que seu filho Connor, responsável pela morte de sua família, lhe seja entregue.

A figura do Arcanjo da Morte cresce ainda mais. Suas ações já estão além da caçada do FBI a criminosos como Al Capone. Cada ataque é mais ousado e contundente que o anterior, criando um temor crescente em seus inimigos.

Nesse momento, o jovem Michael Jr. apresenta um certo deslumbramento com o mundo do crime. Depois de experimentar a sensação de matar um homem, assaltar bancos e viver em fuga, ele começa a imaginar que uma vida como a de seu pai possa ser uma aventura.

Como todo personagem que passa por experiências desse gênero, o garoto vai aprender como uma vida assim pode perder o sentido. A cena final revela o tipo de homem que ele se tornou depois de conviver com o pai em uma jornada para vingar a morte de sua mãe e irmão.

Apesar de simples, a cena não deixa de impressionar e comover.

Vale lembrar que esta foi uma das obras que promoveram o crescimento do mercado de quadrinhos no Brasil, especialmente nas livrarias. Sem dúvida é um dos melhores trabalhos já publicados pela editora Via Lettera.

Se comparado com os materiais de hoje, mais luxuosos, esta série pode parecer pouco vistosa – e pode-se dizer que encadernação não é perfeita. Mas isso não tira o mérito de uma obra tão boa quanto esta, com roteiro e arte primorosos.

Classificação

4,5

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