EX MACHINA – VOLUME 9 – OS SINOS DA DESPEDIDA

Por Liber Paz
Data: 1 dezembro, 2012

EX MACHINA - VOLUME 9 - OS SINOS DA DESPEDIDA

Editora: Panini Comics – Edição especial

Autor: Brian K. Vaughan (roteiro), Tony Harris e John Paul Leon (arte), Jim Clark e Tony Harris (arte-final) e J.D. Mettler (cores) – Originalmente publicado em Ex Machina # 40 a # 44 e Ex Machina Special # 4.

Preço: R$ 20,90

Número de páginas: 160

Data de lançamento: Setembro de 2012

 

Sinopse

Implacável – O prefeito Mitchell decide abrir uma sessão de entrevistas para escolher artistas que adaptarão sua biografia para os quadrinhos.

Verde – Um jornalista que publicava textos criticando as decisões políticas de Hundred é brutalmente assassinado por um homem que se diz capaz de falar com as plantas graças a um incidente com a Grande Máquina.

Os sinos da despedida – As comemorações de réveillon de Nova York são ameaçadas por ataques de ratos aparentemente comandados por um antigo inimigo da Grande Máquina. Em paralelo, a jornalista Suzanne Padilla descobre um dos grandes segredos do prefeito Hundred e é terrivelmente transformada por isso.

Positivo/Negativo

Difícil não enxergar semelhanças entre as séries Y – O último homem e Ex Machina.

Ambas são escritas pelo mesmo roteirista, possuem mistérios por trás dos eventos extraordinários que apresentam e foram publicadas em dez volumes encadernados. Mais ainda: as duas séries tiveram uma trama envolvendo a produção de quadrinhos em seu penúltimo volume.

Em Y – O último homem – Pátria mãe, Tragicomédia mostrava duas artistas que decidiam tentar a sorte produzindo uma HQ sobre o mundo sem homens.

Implacável também mostra personagens procurando produzir quadrinhos sobre a realidade do prefeito Hundred.

Mas é justamente nessas histórias tão semelhantes que pode-se perceber as diferenças entre as duas séries.

Enquanto Y tem um humor mais comedido, Ex Machina definitivamente não se leva a sério e se assume como uma grande paródia das histórias de super-heróis.

Procurando selecionar artistas que façam uma adaptação em quadrinhos de sua vida, Mitchell Hundred entrevista diversos profissionais da área. E os protagonistas da história são justamente Brian K. Vaughan e o desenhista Tony Harris.

De maneira muito bem-humorada, os dois participam de sua própria HQ, fazendo piadas sobre seus estilos, a indústria e até citando Grant Morrison, um dos grandes mestres da metalinguagem.

As referências aos quadrinhos também aparecem de maneira mais sutil, mas ainda irreverente, em Verde. Novamente, Hundred precisa resolver uma adversidade que parece ter origem nas suas ações como a Grande Máquina.

Ao longo de toda a série, Vaughan diz que não se pode levar a sério a ideia de “super-herói”, mas, nesses dois episódios de Ex Machina, ele estende o comentário à própria indústria de quadrinhos.

Os sinos da despedida é a trama principal da revista e se desdobra em quatro partes. E nela aparece outra diferença com a série Y: o “mistério” por trás dos poderes de Hundred é explicado sem deixar dúvidas. Basicamente, as pistas e impressões mencionadas anteriormente são confirmadas. Mais impactante é a consequência para Suzanne Padilla e as implicações e possibilidades que se abrem para a conclusão da série.

A julgar pelas palavras do próprio Mitchell Hundred, na abertura do primeiro volume da série, imagina-se que não será um final feliz.

 

Classificação:

4,0

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