Exterminador do Futuro

Por Sidney Gusman
Data: 28 julho, 2001

Exterminador do FuturoEditora: Mythos Editora – Edição Especial

Autores: James Robinson (texto), Matt Wagner (arte)

Preço: R$ 5,50

Data de lançamento: Fevereiro de 2001

Sinopse

Anos atrás, quando Sarah Connor escapou da perseguição implacável de um andróide vindo do futuro para assassiná-la, impedindo que seu filho (que se tornaria o líder da resistência humana contra as máquinas) viesse a nascer, ela achava que o perigo havia acabado. Ledo engano.

Naquela mesma época, um outro exterminador voltou do futuro e tomou uma rota diferente. Em forma de mulher, este outro andróide matou três outras Sarah Connor e está prestes a assassinar mais uma, que, na verdade, chamava-se Sarah Lang, mas ao se casar com John Connor, herdou o sobrenome… há apenas treze dias.

A única pessoa que pode ajudá-la a escapar do Exterminador é Ruggs, um agente que John Connor (o filho de Sarah Connor, a “original”) também enviou ao passado, assim como fez com Kyle Reese (pra quem assistiu ao filme: o “mocinho” que salva Sarah e acaba se tornando o pai de John). A diferença é que ele voltou para 1955 e ficou todo este tempo esperando pra entrar em ação, caso algum outro andróide “fora de época” aparecesse. E a hora chegou!

E, bem ao estilo do cinema, perseguições e tiroteios não faltam nesta aventura, cujo final é bem diferente do que ocorreu no filme.

Positivo/Negativo

Definitivamente, James Robinson sabe como contar uma história. A idéia do roteiro é simples, mas funciona bem, além de ser “perfeitamente possível” dentro da realidade criada a partir do primeiro filme do Exterminador do Futuro.

Robinson envolve o leitor com uma trama bem amarrada, cheio de detalhes ligados ao universo cinematográfico.

O desenho de Matt Wagner, a princípio, parece não ter nada a ver com o tipo de história, mas ele se encarrega de dissipar essa falsa imagem. O cara é uma fera. Além de retratar os personagens no seu traço bastante peculiar, ele dá uma “aula” de diagramação, montando páginas com as mais variadas distribuição de quadros.

Pena que a edição foi impressa num papel similar ao jornal, que “chupou” demais a tinta, deixando as páginas muito escuras e empobrecendo um pouco as cores.

Também faltou um texto explicativo para os leitores que não assistiram aos filmes, que, com certeza, deixaram de entender muitas passagens da história.

Classificação

3,5

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