F.D.P # 1

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2008


Autores: Leonardo Santana (roteiro) e J. Henrique (arte).

Preço: R$ 5,00

Número de páginas: 24

Data de lançamento: Janeiro de 2008

Sinopse: Fernando Drummond Pessoa é um repórter de caráter duvidoso, enrolado com agiotas. Ele vai cobrir um assalto a banco que assume grandes proporções quando um dos criminosos descobre ter poderes paranormais.

Positivo/Negativo: Muitos dizem que não conhecem bons quadrinhos nacionais, mas, no geral, isso acontece por não darem uma chance ao mercado independente, que tem crescido bastante há alguns anos. Uma prova desse êxito é Leonardo Santana, que, além de ser um bom roteirista, publicando em revistas como a Prismarte e Quadrinhópole, lançou a F.D.P, mantém uma loja virtual dedicada exclusivamente ao mercado nacional independente.

Em F.D.P, ele cria um típico anti-herói, com um nome peculiar que, reduzido a uma sigla, o descreve perfeitamente. Envolvido com agiotas e aparecendo no trabalho de ressaca, é um verdadeiro canalha, aquele personagem que cativa o leitor o deixando curioso por saber como ele vai se virar para sair das enrascadas que se mete.

Nesta primeira edição nota-se claramente uma influência das histórias de Constantine (Vertigo/DC) na composição do personagem e do seu universo. Além das semelhanças óbvias de caráter, Fernando acaba se envolvendo em um assalto a banco no qual precisa lidar com um criminoso que não sabe controlar direito seus misteriosos poderes paranormais.

A história é bem divertida, mas deixa um certo furo no roteiro, por não explicar como o fato de alguém ter poderes mentais não surpreende nem um pouco Fernando, que continua agindo com a mesma naturalidade.

Outro problema da revista é o desenho. J. Henrique tem um bom traço para os personagens, os caracteriza bem e faria uma arte excelente se tivesse o mesmo cuidado com os cenários. Tirando a primeira página, ele quase não desenha cenários e, nas poucas vezes que o faz, trabalha com pouco cuidado. Isso compromete bastante o visual final e força o colorista a preencher esses vazios com efeitos digitais que nem sempre funcionam.

Mesmo assim, é uma revista com boa qualidade gráfica e que vale a pena ser conhecida.

Classificação:

4,0

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