Fatale – Book 1 – Death chases me

Por Tiago Salviatti
Data: 3 outubro, 2014

Fatale – Book 1 – Death chases meEditora: Image Comics – Edição especial

Autores: Ed Brubaker (roteiro) e Sean Phillips (arte) – Publicado originalmente em Fatale # 1 a # 5.

Preço: US$ 14,99

Número de páginas: 144

Data de lançamento: Julho de 2012

Sinopse

No presente, um homem encontra uma mulher pela qual fica instantaneamente obcecado. Mas, nos anos 1950, ela é o epicentro de um tornado que mata e destrói tudo em seu caminho.

Positivo/Negativo

Fatale é um dos melhores quadrinhos dos últimos tempos, ponto.

É uma história envolvente, com um clima detetivesco noir intercalando o horror lovecraftiano, uma protagonista misteriosa, uma dupla de autores fantásticos e parece não precisar de muito mais.

Os trabalhos de Brubaker e Sean Phillips raramente desapontam, seja individual ou, principalmente, quando trabalham juntos.

Criminal traz obras-primas do gênero detetivesco, cruzando estilos e construindo um extenso, complexo e curioso universo compartilhado pelas diversas séries (que, quando fechadas em seus arcos, demonstram claramente a presença de elementos de tramas maiores).

Fatale, ao menos em seu primeiro volume, tenta seguir o mesmo caminho e fazer o raio cair no mesmo lugar.

Num primeiro momento, inclusive, é fácil ler Fatale como se fosse um novo volume de Criminal, e é só ao chegar ao final aberto e incrivelmente confuso – deixando claro que a série mensal continuaria a história –, que a série se torna distinta.

Relendo, porém, é possível ver mais.

A protagonista Josephine, com um visual inspirado (principalmente nas capas) na atriz Bette Davis, acrescenta bastante ao enredo, com sua aura embebida em mistério e confusão.

A personagem, uma bela mulher de olhos tristes e sorriso cativante, é construída vagarosamente e, enquanto vão sendo apresentados mais e novos enigmas, ela vai ficando cada vez mais irresistível.

É o clima de horror que desaponta um pouco, com um sobrenatural que às vezes soa forçado e formulaico demais, caindo nos clichês de seitas esquisitas usando roupões sombrios para se reunirem em nome de deuses profanos.

Isso não tira o brilho da obra, principalmente por ser apenas o primeiro volume e porque os clichês e fórmulas têm chances de ser mais bem desenvolvidos conforme a trama avançar.

Classificação

4,0

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