FLASH & LANTERNA VERDE: DE VOLTA À ERA DE PRATA

Por Eduardo Nasi
Data: 1 dezembro, 2004


Autores: Mark Waid e Tom Peyer (roteiro), Barry Kitson (arte e arte-final), Tom Grindberg (arte).

Preço: R$ 19,90

Número de páginas: 144

Data de lançamento: Junho de 2004

Sinopse: São seis aventuras em que o Flash e Lanterna Verde da Era de Prata, respectivamente Barry Allen e Hal Jordan, se encontram.

Positivo/Negativo: Quanto mais o tempo passa, mais a Crise nas Infinitas Terras soa uma grande bobagem. Uma de suas mais famigeradas conseqüências foi relegar ao limbo 50 anos de quadrinhos. É verdade que tinha muito lixo lá, mas bastante coisa bacana também. Boa parte da história dos heróis também foi varrida para debaixo do tapete – dá a impressão de que os editores temiam encontrar contradições ali.

Superman e Mulher-Maravilha tiveram toda sua história recontada, o que já não foi o caso de outro personagem da primeira linha: Batman. Flash e Lanterna Verde tiveram que se contentar com um passado fantasma: as pessoas sabiam que eles não tinham surgido de um dia pro outro, contudo, não tinham como saber se o que estava nas histórias pré-Crise realmente valia.

Aos poucos, alguns especiais foram criados para preencher esses buracos. Se, num primeiro momento, eram HQs com mais jeito de enciclopédia que de história, com o afastamento do calor da Crise as coisas foram se ajustando.

Hoje, o passado desses heróis é um vasto campo de criação. No caso de Barry Allen, todo o seu fabulário é pré-Crise, ou seja, está disponível para ser revisado.

É o que Waid e Peyer fizeram nessa série deliciosa encadernada pela Mythos.

A dupla de roteiristas lida com a dupla de heróis com leveza e uma certa carga de inocência, tentando atualizar o clima dos anos 70. Kitson, bem mais que Grindberg, é o desenhista ideal para isso, embora peque um pouco pela delicadeza em excesso, que não atribui maldade aos vilões nem quando é necessário.

A participação de Jay Garrick (o primeiro Flash), Alan Scott (o Lanterna original), Kid Flash e Arqueiro Verde é incrivelmente bem articulada, mostrando como a química entre os heróis é importante num panteão como o da DC.

A edição bonita, com as capas originais no miolo, e a retomada do formato americano para a DC são pontos que contam para a Mythos.

Classificação:

4,0

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