Gavião Arqueiro – Minha vida como uma arma

Por Ricardo Malta Barbeira
Data: 20 abril, 2016

Gavião Arqueiro – Minha vida como uma armaEditora: Panini Comics – Edição especial

Autores: Matt Fraction (roteiro), David Aja (edições 1-3), Javier Pulido (edições 4-5) (arte) e Alan Davis (Young Avengers Presents # 6) (desenhos), Mark Farmer (YAP # 6) (arte-final), Matt Hollingsworth (edições # 1 a # 5) e Paul Monts (YAP # 6) (cores).

Preço: R$ 26,90

Número de páginas: 136

Data de lançamento: Fevereiro de 2016

Sinopse

Clint Barton é o Gavião Arqueiro. Exímio no arco e flecha e membro dos Vingadores. Essas são as suas aventuras longe da equipe.

Positivo/Negativo

Clinton Francis Barton, o Gavião Arqueiro, apareceu pela primeira vez em Tales of Suspense # 57, de setembro de 1964, como um oponente do Homem de Ferro.

Criado por Stan Lee e Don Heck, o personagem, concebido como vilão, mudou de vida logo após sua terceira aparição. Uma vez regenerado, passou a integrar uma nova geração de Vingadores, ao lado da Feiticeira Escarlate, Mercúrio e do Capitão América, na clássica Avengers # 16, de maio de 1965.

Dentre tantos feitos em sua longa trajetória como super-herói, Clint Barton também fez parte dos Vingadores da Costa Oeste, chegando a liderar a equipe, além de assumir as identidades de Golias – nos primórdios da equipe – e de Ronin, mais recentemente.

Este encadernado reúne as histórias solo de Clint, longe dos Vingadores, mas às voltas com problemas na sua vizinhança e com velhas pendengas envolvendo a S.H.I.E.L.D. Em meio a tudo isso, ele ainda precisa moldar uma parceria com Kate Bishop, que até há pouco atendia como Gaviã Arqueira.

O roteirista Matt Fraction realiza um bom trabalho, escrevendo tramas leves e descompromissadas, mas que exploram aspectos interessantes da personalidade do herói e focam principalmente no tom aventureiro tão associado a ele.

São tramas divertidas, que têm na leveza seu maior mérito para conquistar novos leitores.

Quanto aos desenhos, a arte de David Aja é muito boa e colabora para o tom despojado do título. Vale dizer que tanto o traço quanto a narrativa trazem ecos da obra de David Mazzucchelli nos anos 1980, principalmente à frente do Demolidor em A Queda de Murdock, e do Batman, em Ano Um (ambos realizados em conjunto com Frank Miller).

Essa influência pesa mais a favor do que contra o artista, até porque trata-se do talentosíssimo e premiado Mazzucchelli e de trabalhos emblemáticos dos de super-heróis.

Outro artista que aparece na revista é Javier Pulido, com um estilo mais cartunesco, mas igualmente agradável, que combina bem com o espírito da trama.

Por fim, Alan Davis é responsável pelos desenhos de Young Avengers Presents # 6, aventura em que Clint encontra Kate pela primeira vez.

O encadernado compila histórias que saíram originalmente nas revistas Capitão América & Gavião Arqueiro # 1 a # 5, e em Marvel Especial # 11 (fevereiro de 2009), todas da Panini.

Classificação

3,5

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• Outros artigos escritos por

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  • João Júnior

    essa hq e outras de qualidade da Marvel Now que me fizeram abandonar de vez a DC, digo novos 52, sem querer a gente compara e dasanima.
    Como joguei dinheiro fora com a DC… ¬¬

  • Heberton Arduini

    Essa é a edição que me fez voltar a ter fé nos quadrinhos de heróis, tanto Marvel quanto DC

  • Larrous

    Concordo com você. Essa HQ é realmente sem brilho algum.

  • Moroni Machado

    Cara essa edição só tem uma das melhores narrativas atuais na primeira edição e a melhor perseguição de carros da história dos quadrinhos na terceira edição.

  • d_grayson

    não fazia ideia que tanta gente não curtia essa fase do Gavião. Pelo amor de deus, povo anda mal acostumado com tanto lixo sendo publicado por aí… Todos os volumes são maravilhosos. Junto com Demolidor, são as únicas HQs da Marvel que li recentemente

  • Ian Margalhon

    O meu único problema com esse encadernado é que deveria ter seguido com o Aja até o final. Eu sei que tem a questão de prazos de entregas e sempre ocorre atrasos. Sobretudo, apesar de eu gostar bastante da arte do Pulido, ela quebrou completamente o dinamismo que tem a arte do Aja com o roteiro do Fraction, os dois tem uma ótima sinergia desde o Punho de Ferro, espero ver outros trabalhos com os dois juntos em breve, seja em editoras mainstream ou não.

  • Victor

    Bom… acho que vcs deveriam ser mais lógicos, analíticos e racionais nestas resenhas. Pra mim, pareceu apenas uma grande sinopse e apresentação da equipe criativa da revista. Aí eu olho a nota que vcs deram: 3,5. Aí eu me pergunto: Por quê??? A resenha chama-se “Positivo/negativo” então achei q seria abordado aspectos positivos e negativos do encadernado, mas não vi nada disso. Assim, esta nota de 3,5 não faz sentido.

    • Ricardo Malta

      Victor, tanto o roteiro quanto a arte são elogiados na resenha, o que justifica a nota que foi dada. No mais, agradecemos a visita.

  • R_Reis

    Fiquei muito curioso para ler essa HQ pela quantidade de elogios que ela recebeu e também pelas capas diferentes, que chamam bastante a atenção.

    A HQ é boa sim, mas foi bastante superestimada. Ela é divertida, tem histórias diferentes e situações inesperadas e cômicas, mas os elogios foram exagerados. O que mais me chamou a atenção foi a direção de arte, bem original e dinâmica. Os cinco volumes de Hawkeye variam de regular pra bom.

    Já o volume de Young Avengers Presentes (Jovens Vingadores) é chato demais. Já não curto a ideia do grupo por si só e a história apresentada não tem nenhuma contextualização para o leitor. Serviço preguiçoso por parte da editora. Pra essa história em particular, a nota é 2. Só não leva zero porque a arte salva um pouco.

    • Homem Simpson

      Enquanto isso, o encadernado de A Nova Onda (Next Wave), de Warren Ellis, nunca saiu por aqui, apesar de a história ser muito mais interessante, inovadora e engraçada.