God of War

Por André Craveiro
Data: 27 janeiro, 2012

God of WarEditora: Panini Comics – Edição especial

Autores: Marv Wolfman (roteiro) e Andrea Sorrentino (desenhos e capa) – Originalmente publicado em God of war # 1 a # 6, em 2010 e 2011.

Preço: R$ 19,90

Número de páginas: 144

Data de lançamento: Outubro de 2011

Sinopse

Após um destruidor conflito na arruinada cidade de Atenas, o implacável guerreiro espartano chamado Kratos venceu e matou Ares, tornando-se o novo deus da guerra. Mas sua verdadeira provação ainda não havia começado.

Agora, Kratos deve testar seu recém-adquirido poder contra o impossível e derrotar as terríveis criaturas que guardam a Ambrosia de Esculápio, capaz de curar qualquer doença.

Entretanto, esta não será a primeira vez que o Fantasma de Esparta parte em busca de tal prêmio: quando ainda era um mero mortal, Kratos buscou uma cura capaz de salvar sua filha enferma, condenada a morrer pelas leis espartanas.

Mas o guerreiro não fazia ideia de que era somente um peão em um doentio jogo entre seres muito além da compreensão.

Positivo/Negativo

Este sangrento capítulo na vida de um dos maiores ícones dos games da atualidade tornou-se uma grata surpresa em meio aos lançamentos similares de duvidosa qualidade que a Panini vinha trazendo para o mercado nacional.

Depois da publicação do fraquíssimo Gears of War e dos medianos Halo, World of Warcraft e Resident Evil, a editora acerta a mão ao lançar essa boa trama ambientada na jornada do sanguinário e violento Kratos, recém-empossado Deus da Guerra.

Sem dúvida, a melhor publicação do gênero até aqui.

Nada tão importante para quem acompanha a cronologia oficial dos consoles, perfeitamente dispensável aos fãs mais exigentes, mas ajuda a responder uma ou duas coisas sobre a vingativa trajetória do Fantasma de Esparta.

Todo o roteiro é composto de duas linhas temporais, nas quais uma mesma missão é relatada tanto no passado – desde a difícil e bucólica infância espartana até as tragédias que antecederam sua furiosa sina – quanto no presente, mostrando do que o novo deus é capaz.

É visto como o anti-herói já tinha o destino amaldiçoado pelas insensíveis divindades do Olimpo, em especial Ares. De fato, compreende-se que não foi somente o acaso de uma morte iminente nas mãos de um rei bárbaro que fez Ares ajudá-lo, a despeito do clamor desesperado do capitão espartano…

Kratos é constantemente assolado por visões da primeira vez em que enfrentou agruras até chegar à Ambrosia de Asclépio (constantemente alternando para Esculápio durante a narrativa, sendo variações do nome do famoso deus grego da cura e da medicina), o que só o motiva a seguir em frente, rumo ao funesto.

Aproveitando o momento, o escritor Marv Wolfman insere uma relação pretérita, conflituosa e extremamente odiosa entre Kratos e aquele que deveria ter sido o seu algoz no campo de batalha, o então príncipe Alrik. Os dois viriam a se confrontar, uma vez mais, no segundo jogo da série.

Personagens, criaturas, alguns golpes especiais e elementos consagrados dos jogos são facilmente vistos nestas páginas, todas belamente ilustradas na arte fotográfica e contrastante de Andrea Sorrentino – artista italiano que vem merecidamente galgando espaço na indústria e dono de um dos melhores traços da linha Dark na recente reformulação da DC Comics (I, Vampire).

Somente as capas da minissérie original compõem os extras da edição. Faltou algum texto resumido ou um artigo simples sobre a história do jogo e sobre como a HQ complementa o enredo dos games.

Infelizmente, chega a ser praxe da editora a falta desses interessantes apêndices em muitos dos seus encadernados com preço mais em conta, porém não acarreta grandes prejuízos ao material impresso.

Com ótima qualidade gráfica, editorial e artística, este conto de God of War faz por merecer uma leitura nas folgas entre uma partida e outra.

Classificação

3,0

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