GRANDES ENCONTROS # 1

Por Sidney Gusman
Data: 1 dezembro, 2010

GRANDES ENCONTROS # 1

Editora: SG Arte Visual – Edição especial

Autores: Antonio Tadeu (roteiro) e Léo Laino (desenho), Zé Carlos (arte-final) e Jocivaldo Alves (cores).

Preço: R$ 5,90

Número de páginas: 32

Data de lançamento: Setembro de 2010

 

Sinopse

Os super-heróis Brazor Fênix e Maximus tentam deter um incêndio de grandes proporções, quando, de repente, começam a lutar entre si. Por trás do confronto está um perigoso alienígena, que busca devorar as mentes mais poderosas da Terra.

Agora, cabe aos dois combatentes do crime deter essa ameaça.

Positivo/Negativo

Não há nada mais clichê, em encontros de super-heróis, que os dois (ou mais) uniformizados trocarem sopapos entre si primeiro e depois de unirem para derrotar o inimigo. Se fazem isso por terem sido “dominados mentalmente” pelo vilão, então, o lugar-comum só aumenta.

Pois é exatamente nessa cartilha tão batida nas HQs norte-americanas, que este Grandes encontros se baseia. Com direito até a um “até algum outro dia” na despedida dos mocinhos, depois de – claro – desfazerem o mal-entendido e chutarem o inimigo alienígena da Terra.

O roteiro é mesmo fraco. Um pastiche do que de pior tem sido feito nos Estados
Unidos. Uma pena, pois os dois personagens parecem ter mais a oferecer.

A arte segue na mesma linha. Léo Laino precisa evoluir muito ainda, mas até mostra potencial. O problema é que cede à tentação e, durante a pancadaria, é um festival de dentes cerrados ou bocarras abertas com direito a língua de fora! Só faltou aparecer a úvula dos personagens.

GRANDES ENCONTROS # 1

Os erros, aliás, começam nas capas. Samicler Gonçalves desenha o bico da fênix no peito de um dos heróis virada para a direita; enquanto Alan Goldman o vira para a esquerda – como pode ser visto na imagem ao lado. Isso sem contar a diferença no tamanho das asas do personagem de um artista para outro. Ainda assim, essas duas artes, mais a de Daniel Brandão, num estilo bem parecido ao de Mike Mignola, são o que há de melhor na revista.

Há ainda diversos erros de português tolos, como “trabalhanda”, “sequênciais”, “precurtar” (perscrutar, seria o certo), “a 12 anos” (em vez de há 12 anos) e outros. Numa revista com tão poucas páginas é preciso, no mínimo, mais atenção.

Até no trabalho de edição há mancadas. O texto sobre Alan Yango, por exemplo, não menciona que ele é o criador de Maximus. O leitor que deduza pelo fato de a imagem do herói aparecer ali ao lado. Pior: a revista não traz textos de apresentação dos dois personagens principais. Se a intenção é atrair novos leitores, mais uma falha grave.

Em tempos de quadrinhos independentes tão bem produzidos, inclusive no aspecto editorial, fica a dica para o pessoal da SG Arte ser muito mais rigoroso daqui para frente. Em todos os aspectos.

Classificação:

4,0

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