Guerra Civil

Por André Sollitto
Data: 1 outubro, 2010

Guerra CivilEditora: Panini Comics

Autores: Mark Millar (roteiro), Steve McNiven (desenhos), Dexter Vines, John Dell e Tim Townsend (arte-final) e Morry Hollowell (cores).

Preço: R$ 58,00

Número de páginas: 208 páginas

Data de lançamento: Agosto de 2010

Sinopse

Durante a gravação de um reality show protagonizado por super-heróis, a situação foge do controle e acaba em tragédia: um bairro inteiro é explodido e dezenas de inocentes acabam mortos.

O governo decide, então, obrigar todos aqueles que possuem superpoderes a se registrar. Quem passa a fazer com que a lei seja cumprida é um grupo liderado por Tony Stark.

Mas nem toda a comunidade de superseres aceita a obrigatoriedade do registro passivamente; e os rebeldes liderados pelo Capitão América decidem enfrentar o governo.

Positivo/Negativo

De todas as megassagas que, de tempos em tempos, invadem o mercado de quadrinhos, poucas realmente merecem ser lembradas em edições de luxo. Guerra Civil, certamente, é uma delas.

Mark Millar, um grande roteirista que às vezes escreve histórias capengas de heróis quando precisa de dinheiro, resolve empregar todo o seu talento para criar um roteiro divertido e, ao mesmo tempo, inteligente e bem amarrado. A partir de uma questão puramente política – o registro obrigatório dos superseres -, os conflitos começam a aparecer.

Antes de tudo, é interessante acompanhar a decisão dos heróis – quem apoia Tony Stark e quem segue o Capitão América. Os próprios conflitos ideológicos entre os dois líderes, se não podem ser considerados memoráveis, ao menos são inteligentes.

Também vale a pena acompanhar a mudança de alguns dos personagens, que começam de um lado e mudam para o outro ao longo da trama. A aparição do Justiceiro é outra que merece destaque.

Os fãs de ação não têm do que reclamar: a série é recheada de brigas, com direito a herói morto, vilões recrutados pelo governo e muito sangue. É pancadaria atrás de pancadaria.

Steve McNiven possui um traço realista, que parte do padrão norte-americano (homens fortões e mulheres sempre atraentes) para criar um estilo rapidamente identificável – e admirável. As cenas de ação são bem construídas e garantem a fluidez da narrativa, o que torna o roteiro ainda mais interessante.

A edição da Panini valoriza o trabalho dos artistas. O único problema fica por conta dos tímidos extras. Foram incluídas apenas as capas originais e algumas variantes. Um álbum tão caro e bonito merecia mais.

Classificação

4,0

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