HAPPY SEX

Por Sidney Gusman
Data: 1 dezembro, 2010

HAPPY SEX

Editora: Edições Asa – Edição especial

Autor: Zep (roteiro e arte).

Preço: € 17,11

Número de páginas: 64

Data de lançamento: Setembro de 2010

 

Sinopse

Coletânea de histórias em quadrinhos curtas (de uma ou duas páginas), misturando pornografia e humor.

Positivo/Negativo

No Brasil, o suíço Zep (pseudônimo de Philippe Chappuis) só não é um completo desconhecido porque fez uma das histórias do álbum Asterix e seus amigos e porque a Cia. das Letras lançou por aqui o seu livro Aparelho sexual e cia., um guia de sexo para crianças estrelado por seu principal personagem, o espevitado Titeuf.

Mas, na Europa, Zep é um dos grandes nomes do mercado de quadrinhos faz um bom tempo. Seus álbuns de Titeuf (estranhamente inéditos por aqui, já que o livro acima mencionado é um produto derivado do sucesso nas HQs) vendem muito, mas muito mesmo!

Só que o autor não se limita a um personagem apenas. Se em Titeuf ele desenvolve as traquinagens de um moleque que poria Calvin no bolso, quando o assunto é o sexo oposto, nos álbuns de HQs curtas, sem protagonistas fixos e voltados ao público adulto, Zep “solta a mão”.

É o que acontece em Happy Sex. Em 64 páginas, Zep consegue arrancar gargalhadas do leitor. E isso não é um exagero. As situações sexuais que ele explora e seu traço absurdamente engraçado formam a mistura perfeita para uma diversão como poucas vezes se consegue ao ler uma história em quadrinhos.

Fantasias de casais com uma terceira pessoa, filho que vê os pais transando no banheiro, flagras no elevador, vibradores, sexo oral, “fio terra”, sadomasoquismo… Tudo é abordado de forma hilariante. Impossível ficar impassível ante as cenas que Zep apresenta. Se quiser ver algumas, clique aqui (cortesia do blog português Leitura de BD).

Editorialmente, o trabalho da Asa é excelente. Além do papel de boa gramatura, a capa, que traz a palavra sex recortada, mostrando uma bacanal na página de abertura, já dá a dica do que o leitor encontrará.

Happy Sex integra uma “trilogia” de Zep, formada também pelos álbuns Happy Girls e o recente Happy Rock.

Pena que, até agora, a presença do grupo Leya (que em Portugal é dono da Asa) no Brasil não se tenha traduzido numa oportunidade de o leitor brasileiro conferir esses álbuns. Fica a torcida (e o pedido) para que essas edições sejam importadas, para serem negociadas por aqui também. Público para elas, certamente há.

Classificação:

4,0

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