Hellblazer – A Máquina do Medo # 4

Por Marcelo Naranjo
Data: 26 abril, 2001

Hellblazer – A Máquina do Medo # 4Editora: Editora Brainstore – Mini-série em 4 partes

Autores: Jamie Delano (roteiro) Ron Tiner (arte) Tom Ziuko (cores).

Preço: R$ 5,50

Data de lançamento: Março de 2001

Sinopse

A edição traz duas histórias. Vamos a elas.

Maiores que a vida – John Constantine faz uma visita a seu amigo Jerry, um negociante que vive de trocas, que vão desde objetos de arte até drogas. Obviamente, o sujeito está metido numa enrascada, e precisa de ajuda. Ele está sendo perseguido e atacado por pessoas e seres saídos dos clássicos da literatura mundial.

Constantine logo deduz qual deve ser o motivo de tudo disso, e tenta livrar o negociante de uma tragédia anunciada, o que não será simples. Porém, é difícil não achar ridículo presenciar o pavor que nosso anti-herói sente, quando Jerry tem seu destino selado nas mãos de ninguém menos que – acredite! – o Ursinho Pooh (antigamente conhecido como Puff)!

Homem de Família – Constantine, ainda na mansão de Jerry, descobre que o mesmo trocava objetos com um assassino serial, conhecido como o “Homem de Família”. O mesmo adquiriu esse codinome por matar, sem dó, integrantes de famílias felizes. Temos aqui o início de uma nova saga, que parece ser interessante.

Positivo/Negativo

A arte de ambas histórias é péssima. Os desenhos lembram um rascunho, com erros incríveis de proporção. Vale lembrar que a linha Vertigosempre se destacou mais por seus roteiros e enredos, que propriamente pelos traços, mas aqui a coisa está feia.

A primeira história, embora tenha uma premissa interessante, pelo leque de citações que abre, acaba sendo um tanto quanto “forçada”. Ser perseguido pelo Lobo Mau e ter como algoz o Ursinho Puff? Convenhamos… Se a idéia era destacar o humor, o tiro saiu pela culatra.

O melhor da edição fica por conta da segunda história, quando Delano volta ao “normal”, e nos traz um serial killer dos mais cruéis. Tudo indica que Constantine vai ter problemas para pegar o assassino.

De toda maneira, quem gosta do inglês mau-caráter (e quem não gosta?) não deve perder a edição. Fica também um elogio a Editora Brainstore, que não está pulando histórias. Afinal, a cronologia de Hellblazer no Brasil já é uma verdadeira salada!

Classificação

2,5

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