HELLBOY – PARAGENS EXÓTICAS

Por Fernando Viti
Data: 1 dezembro, 2007


Título: HELLBOY – PARAGENS EXÓTICAS (Mythos
Editora
) – Edição especial

Autor: Milke Mignola (roteiro e desenhos).

Preço: R$ 34,90

Número de páginas: 152

Data de lançamento: Abril de 2007

Sinopse: Edição com duas aventuras que se completam.

Em Terceiro Desejo, três sereias em busca de concretizam seus desejos de amor e paixão apelam a uma entidade mística dos mares africanos. Esta entidade, por sua vez, pede em troca a captura de Hellboy para suspeitos propósitos.

Na aventura seguinte, A Ilha, o demônio de chifres cortados, vê-se em meio a um realidade alternativa de um cemitério de navios e marujos que esconde personagens poderosos e situações absurdas que definirão o futuro próximo do herói.

Positivo/Negativo: A volta de Hellboy às bancas do país das balas perdidas é motivo mais do que suficiente para a alegria para os fãs de HQs de forma e conteúdo inteligentes e criativos.

Começando pela forma. Desde 2002, Mike Mignola não desenhava o vermelhão. Ausência, sem dúvida, sentida pelos seus admiradores. O autor, como dedicado e talentoso discípulo de Jack Kirby, por seu traço e cores, oferece personagens grotescos que se equilibram sobre a tênue linha fronteiriça entre o trágico e patético. Personagens de feições ora melancólicas, ora simplesmente monstruosos transitam por um universo de geografia desoladora e espaços góticos de edifícios e ruínas em meio à sombra e a escuridão.

Para este universo amargo e sarcástico de Hellboy, por outro lado, Mignola fornece roteiros que se valem, mais uma vez, de elementos extremos e díspares. E nesta edição é neste aspecto, essencial para compreender o sucesso das HQs e do filme do vermelhão, que surgem os pontos fracos.

Se tudo corre às mil maravilhas em Terceiro Desejo, o mesmo não pode ser dito de A Ilha.

A primeira aventura é um bem acabado exemplo da mestria de Mignola para criar horror e comédia em perfeito equilíbrio. Está lá um vilão absurdo dominando personagens frágeis para torná-las instrumentos de uma vingança sobrenatural contra o Hellboy. E o diabão, do jeito mais despojado do mundo, apenas conta com a ética e seus músculos para dar conta do recado.

Já em A Ilha, nem tudo são flores. A história começa bem, a aventura tem clima, a idéia de um cemitério de navios e marujos é envolvente. O que atrapalha, e muito, é um certo excesso de informação aliada a enredos paralelos que não empolgam.

Uma pena, mas ainda assim muito superior a 98% das HQs que se encontra em bancas.

A Mythos acertou em cheio ao investir mais uma vez nesta publicação da Dark Horse. Que Hellboy não demore para voltar às bancas do país.

Classificação:

4,0

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