Homem-Aranha # 10 – Abril – Premium

Por Rodrigo L. Monteiro
Data: 9 junho, 2001

Homem-Aranha Premium # 10Editora: Editora Abril – Revista mensal

Autores: Homem-Aranha – Howard Mackie (textos), John Byrne, Graham Nolan (lápis), John Romita Sr, Scott Hanna (nanquim), Joe Rosas & Gregory Wright (cores);
A Morte de Galactus – Louise Simonson (texto), John Buscema (lápis), Bill Sienkiewicz (nanquim), Cristie Scheele (cores);
Vingadores – Kurt Busiek (textos), George Pérez (lápis), Al Vey & Scott Koblish (nanquim), Tom Smith (cores)

Preço: R$ 9,90

Data de lançamento: Maio de 2001

Sinopse

Peter Parker continua seu calvário pessoal. Empregado de lavador de pratos em uma espelunca, sem dinheiro, sem casa e gripado, ele vai visitar Tia May, que o oferece tudo isso e ainda um pouco de conforto. Ele, no entanto, aceita apenas um pouco de hospitalidade e dinheiro (quem diria!).

De volta a Manhattan, visita o Clarim Diário, procurando emprego, acaba se envolvendo num confronto com o Duende Verde (de novo!). Passada a confusão e sem ter onde ficar, Peter acaba dormindo na rua, onde tem seu uniforme e lançadores de teia roubados por um pivete (desgraça pouca é bobagem).

De volta ao Clarim, ouve conselhos de Flash Thompson, descobre que pode dividir um apartamento com Randy Robertson, o filho de Joe e, novamente, luta com o Duende Verde, usando um substituto nada convencional para seu uniforme roubado. Então, ele descobre que o Duende não era exatamente quem ele temia que fosse.

A Morte de Galactus segue seu curso. O Surfista Prateado decide aceitar o fardo de se tornar mais uma vez arauto de Galactus, e o guia através do vácuo em busca de “comida”. No entanto, desta vez, a fome de Galactus é diferente. Ele não se alimenta mais da força vital dos planetas, mas sim de seus habitantes, preferencialmente formas de vida inteligentes e conscientes.

Enganado pelos Krees, o Surfista decide levar Galactus para a sede do Império Shiar, o único mundo tecnologicamente avançado que pode fazer frente ao poder do Devorador de Mundos. Para isso, os Shiars contam com a ajuda dos Vingadores e do Quarteto Fantástico.

Fechando a edição com chave de ouro, três histórias dos maiores heróis do mundo, sob a batuta de Kurt Busiek e George Pérez. Para começar, os Vingadores encaram um novo desafio, o Lorde Templar, um ser que afirma estar a serviço dos principais governantes do planeta, no intuito de guiá-lo à paz mundial. O cara é tão poderoso que nem mesmo o esforço combinado dos Vingadores e dos Novos Guerreiros (desfalcados de Namorita) é suficiente para capturá-lo. Paralelamente, Wanda é eleita vice-líder da equipe.

A seguir, enquanto surge um novo desafio para os Vingadores, na figura do vilão Pagão, o Fera decide visitar seus amigos e levar o recém-ressuscitado Magnum, acompanhado de Wanda e Visão, para uma noitada em Nova York. Magnum questiona a validade de sua presença entre os Vingadores, mas é interrompido quando Pagão aparece. Enquanto isso, o restante do grupo vai a Washington investigar uma possível aparição de Lord Templar. Novamente, nem mesmo a força reunida de todos os Vingadores titulares, mais o Fera, é suficiente para capturar o vilão. E temos ainda uma surpresa bem legal nessa história.

O Homem de Ferro retorna aos Vingadores para ajudar na busca por Lorde Templar. Os heróis acabam descobrindo o rastro do suposto vilão na sede da “Compreensão Triúnica”, a seita responsável pelos poderes do herói Triatlo. Quando chegam lá, são novamente atacados por Pagão.

Positivo/Negativo

O pior é a atual fase “novela mexicana” do Aranha. Howard Mackie chega ao fundo do poço, e leva nosso herói junto, colocando Peter pra dormir na rua. Daqui a pouco, vai colocá-lo pedindo esmolas enquanto luta com Venom, que retorna na próxima edição (sim, novamente!). Até a Abril parece concordar comigo, já que colocou apenas duas histórias do aracnídeo nessa edição. Imaginem se esta não fosse a revista dele…

A Morte de Galactus não fede nem cheira, segue na mesma desde o começo. Contanto que seja vital para a cronologia dos personagens envolvidos, é uma história que poderia ser descartada e o espaço mais bem utilizado para a publicação de algo realmente bom. Dessa vez, nem a arte de Buscema/Sienkiewicz salvou a trama.

Como no mês passado, e aposto que será assim por um bom tempo, os Vingadores salvam a edição, com destaque para a segunda história, Querida, Cheguei. Esqueça as aventuras anteriores e leia direto os Vingadores. Só eles realmente valem à pena em Homem-Aranha #10.

Classificação

3,5

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