HOMEM-ARANHA # 15

Por Rodrigo L. Monteiro
Data: 1 dezembro, 2001

Homem-Aranha #15Título: HOMEM-ARANHA # 15 (Editora Abril) – Revista mensal

Autores: Homem-Aranha & Demolidor – Paul Jenkins (textos), Phil Winsdale (arte), Tom Palmer (nanquim), Avalon Studios & Matt Milla (cores);
Vingadores – Kurt Busiek (texto), George Perez (lápis), Al Vey & Dick Giordano (nanquim), Tom Smith (cores)

Preço: R$ 10,00

Data de lançamento: Outubro de 2001

Sinopse: Homem-Aranha & Demolidor – Investigando um crime, o Homem-Aranha descobre que alguém, aparentemente, está atacando as operações do Rei. Ele pede ajuda ao Demolidor, na tentativa de descobrir a identidade do misterioso vilão, mas, antes que os heróis tivessem algum progresso, o Wilson Fisk sofre um atentado e contrata a firma de Murdock para conduzir os aspectos legais do caso.

Obviamente, por baixo dos panos, a verdade é que o Rei quer simplesmente ter o herói em seu bolso, já que sabe que o advogado cego é o Demolidor. Matt não fica nem um pouco satisfeito com isso e, com a ajuda de Foggy Nelson e Natasha Romanov, a Viúva Negra, procura encontrar uma forma de romper o contrato com ele.

Paralelamente, o Aranha e o Demolidor descobrem que quatro de seus inimigos de segunda categoria, todos desaparecidos há tempos, são os responsáveis pelos ataques ao Rei. O que não sabem, mas logo descobrem, é que uma estranha e sinistra força está controlando esses vilões e seu objetivo é bem maior do que simplesmente arruinar o Rei do Crime.

Vingadores – Thor retorna aos Vingadores e está furioso com os ataques da opinião pública, que exige que o grupo recrute heróis negros e dispense os mutantes. Mercúrio chega para uma visita ao grupo e descobre que muitos dos manifestantes fazem parte da Compreensão Triúnica, uma seita que teve problemas com a equipe meses atrás.

O clima fica ainda mais pesado quando o contato dos Vingadores com o Governo, Duane Freeman, se revela membro da entidade. Aí a coisa piora de vez!

Os Elementares, seres superpoderosos que surgiram na saga O Oitavo Dia (GHM # 9) surgem em Nova York, causando destruição. Na tentativa de confrontá-los, os Vingadores acabam topando com o Fanático, que pede a ajuda do grupo.

Segundo ele, os Elementares desejam julgá-lo e condená-lo antes de realizarem o confronto que planejaram, que pode levar à destruição do planeta. Sem muita alternativa, ainda mais depois que, em um primeiro confronto, o Fanático é capturado pelos Elementares, os Vingadores partem para o resgate, contando ainda com a ajuda de Mercúrio, Vespa, o Gigante e Hércules, todos convocados às pressas, e ainda com o reforço inesperado de Nova e do Homem-Aranha, que não foram convocados, mas, bom, são dois enxeridos mesmo. ;-)

Ao final do confronto, os Vingadores perdem um de seus mais importantes e tradicionais membros.

Positivo/Negativo: Ler uma história do Aranha sem Howard Mackie nos textos é sempre bom, ainda mais na companhia do Demolidor. Paul Jenkins escreve uma mini-série (este foi o formato original da história, quando publicada ano passado nos EUA) bem legal, longe de ter a genialidade de Inumanos, mas, ainda assim, acima da média do personagem nos últimos meses.

O Aranha volta a ser o piadista de sempre e Jenkins consegue explorar bastante as diferenças metodológicas entre ele e o Demolidor. Sem contar que extrai o máximo que pode dos vilões. Já a arte de Phil Winsdale dispensa comentários, apesar de ficar melhor quando ele mesmo finaliza e coloca as cores (como fez em Goddess).

Infelizmente, a Abril deu uma pisada na bola. Nos EUA, essa mini-série teve capas de Alex Ross. Por aqui, no entanto, preferiram publicar uma capa de Lee Weeks e usar apenas duas das quatro artes de Ross como pôsteres no interior da edição. Lamentável!

Já os Vingadores continuam sendo o que há de melhor, no que diz respeito ao material Marvel publicado regularmente no Brasil. Kurt Busiek tem domínio total dos personagens que tem em mãos, e sabe muito bem utilizar isso.

A questão da perseguição racial da qual o grupo começa a sofrer foi uma sacada bem legal de Busiek. Afinal, antes este preconceito ficava restrito aos títulos “X” e agora pode vir a ser abordado de outra maneira, talvez mais realista.

Classificação:

4,0

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