HOMEM-ARANHA # 17

Por Rodrigo L. Monteiro
Data: 1 dezembro, 2001

Homem-Aranha #17Título: HOMEM-ARANHA # 17 (Editora Abril) – Revista mensal (último número)

Autores: Homem-Aranha – Paul Jenkins, Roger Stern & Gregory Wright (textos), Mark Buchingham, Ron Frenz & Joe Bennet (lápis), Dan Green, Rodney Ramos, Mark Pennington, Pat Oliff & George Roderick Jr. (nanquim);
Capitão Marvel – Peter David (texto), Chris Cross (lápis), Anibal Rodriguez (nanquim);
Vingadores – Kurt Busiek (texto), Stuart Immonen & George Pérez (lápis), Wade Von Grawbadger & Al Vey (nanquim).

Preço: R$ 10,00

Data de lançamento: Dezembro de 2001

Sinopse: Em uma luta com Venom, o Homem-Areia teve um pedaço de si arrancado pelo vilão. Isso fez com que ele ficasse cada vez mais doente, a ponto de se encontrar às portas da morte. Antes de partir, ele decide acertar de uma vez por todas suas contas com o Homem-Aranha.

O Homem-Aranha tenta impedir que a Gata Negra roube documentos incriminadores de um cofre e, como um bônus por fazer o que considera certo, acaba tendo que enfrentar um de seus antigos inimigos.

Ele está de volta! Depois de um exílio de mais de um ano, Norman Osborn reaparece. Recebendo um tratamento especial que ajuda a controlar a insanidade adquirida na reunião do Quinteto, ele coloca em ação aquele que talvez seja seu plano mais elaborado, com o objetivo, obviamente, de destruir Peter Parker, mas não sem antes enlouquecê-lo no processo.

Em sua primeira aventura solo, o Capitão Marvel enfrenta uma ameaça na forma de uma gigantesca e estranha serpente. No entanto, ao que parece, o ser é mais do que aparenta.

Depois de caírem em mais uma armadilha dos triúnicos, que querem desmoralizá-los completamente (para, com eles fora do caminho, poderem colocar em prática seus planos nem um pouco altruístas), os Vingadores se encontram em frangalhos.

Tudo começa depois que o Capitão América convoca Garra de Prata, Warbird e o Homem-Formiga (Scott Lang) para realizar um ataque a um prédio da Compreensão Triúnica. O Capitão Marvel se une ao grupo mas, quando o objetivo da missão é alcançado, esses heróis descobrem que tudo não passava de uma armadilha do Treinador para ligá-los aos Vingadores e abalar ainda mais a relação da opinião pública com o grupo.

O plano dá certo em parte e obriga os Vingadores a fazerem uma reformulação forçada em seu elenco, depois que o Capitão América, Thor, Justice, Flama e Magnum decidem abandonar a equipe.

Positivo/Negativo: Paul Jenkins vai, aos poucos, trazendo de volta um pouco do humor que sempre foi um atrativo a mais nas histórias do Homem-Aranha; e Gregory Wright tenta provar para todos que, além de um colorista razoável, pode vir a ser um bom escritor. Para isso, tenta se valer de histórias curtas, usando personagens secundários que há um bom tempo não apareciam nas histórias do herói.

Já Roger Stern mostra porque é um dos melhores roteiristas da velha geração da Marvel. Tudo bem que trazer o Duende Verde de volta não é algo extraordinário, já que todo mundo que passa pelas revistas do Cabeça de Teia tem essa “brilhante” idéia. No entanto, a forma como ele desenvolve a trama que deve se encerrar na revista do Homem-Aranha a ser lançada pela Panini/Mythos é o seu diferencial, em relação a outros que também promoveram o retorno de seu velho inimigo.

Peter David não disse a que o Capitão Marvel veio. É uma história que parece ter sido feita “nas coxas”, provavelmente porque a Marvel precisava apresentar o personagem antes de lançar seu título mensal.

Por fim, os Vingadores mantêm o mesmo nível desde que o quarteto Busiek/Pérez/Vey/Smith assumiu a equipe. A mudança no elenco do grupo, que perdeu alguns de seus personagens mais carismáticos – Thor e Capitão América – foi uma decisão, no mínimo, arriscada dos criadores. Se foi acertada ou não, só as histórias seguintes poderão dizer.

Para quem não sabe, esta foi a última edição de Homem-Aranha Premium. Em janeiro de 2002, o aracnídeo e todo o restante do Universo Marvel mudaram de editora.

Classificação:

4,0

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