HOMEM-ARANHA # 44

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2005

Título: HOMEM-ARANHA # 44 (Panini
Comics
) – Revista mensal

Autores: MK Spider-Man – Mark Millar (roteiro) e Terry Dodson
(desenhos);

Pulse – Brian Michael Bendis (roteiro) e Mark Bagley (desenhos);

Homem-Aranha – J. Michael Straczynski (roteiro) e Mike Deodato
(desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Agosto de 2005

Sinopse: MK Spider-Man – Peter recorre aos X-Men para ajudar
a encontrar sua tia, que continua desaparecida. Enquanto isso, um misterioso
evento reúne vários vilões.

Pulse – Jessica Jones recebe uma inusitada proposta de emprego
de J.J. Jameson. Enquanto isso, uma repórter do Clarim investiga misteriosos
desaparecimentos na Oscorp.

Homem-Aranha – Mary Jane conta o segredo de Gwen Stacy e o nome
do pai dos gêmeos que estão perseguindo Peter.

Positivo/Negativo: A revista do Aranha, que já tinha melhorado
muito, ficou ótima com a estréia de Pulse. Além de ser escrita
pelo badalado Brian Michael Bendis e desenhada por Mark Bagley, a mesma
equipe criativa que há alguns anos está no comando da versão Millennium
do personagem, traz uma proposta diferente.

Reunindo a equipe do Clarim Diário, sempre excelentes coadjuvantes, e
Jéssica Jones, da extinta Alias do selo Marvel Max, Pulse
pretende jogar um outro olhar sobre alguns eventos que acontecem no Universo
Marvel
. Começando com a bem-humorada negociação entre Jameson, Jessica
e Ben Urich e com um mistério envolvendo o Duende Verde, a edição diverte
o leitor.

Millar continua torturando o pobre aracnídeo. Falido e com a cidade toda
querendo descobrir sua identidade para receber um prêmio de cinco milhões
doados anonimamente para o Clarim, o herói pede ajuda para os X-Men para
achar a tia May e recebe a notícia que ela provavelmente está morta.

Tirando essas tragédias, Millar faz uma proposta interessante em uma trama
paralela: um leilão no qual os supervilões tentarão comprar o simbionte
de Eddie Brock.

Difícil dizer para onde tudo isso se encaminhará, mas por enquanto está
sendo uma boa história com desenhos competentes, apesar do excesso de
sombras que Terry Dodson tem usado.

Straczynski com certeza conseguiu causar a polêmica que desejava com esse
arco sobre o passado de Gwen Stacy. Os puristas podem dizer que ele violou
a santidade da cronologia inserindo essa história, contudo, tudo é muito
plausível (nota do UHQ: esta opinião não é compartilhada por todos
no site) e reforça alguns pontos frágeis na história do Aranha.

Além disso, a história deste número é muito boa, o que torna essa “violação”
mais aceitável. A intensidade da cena em que Peter descobre tudo e, como
é natural, imagina sua namorada na cama com seu pior inimigo, é fantástica.

Deodato também se superou nos desenhos da cena de Peter e Mary Jane conversando
no quarto e no acesso de fúria dele. Tudo ficou muito bom e intenso. Isso
só reforça a caracterização do Homem-Aranha como herói trágico, que, ao
contrário de outros, como o Batman, por exemplo, optou encarar sua tragédia
com bom humor e ser gentil e amoroso com as pessoas que ainda fazem parte
de sua vida.

Classificação:

4,0

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