Homem-Aranha # 5 – Abril – Premium

Por Rodrigo L. Monteiro
Data: 6 abril, 2001

Homem-Aranha Premium # 5Editora: Editora Abril – Revista mensal

AutoresHomem-Aranha – Howard Mackie e Rurik Tyler (textos), John Byrne, Lee Weeks e Rurik Tyler (lápis), Al Milgrom, Robert Campanella e Bud LaRosa (nanquim);

Viúva Megra – Devin K. Grayson (texto) e J.G.Jones (arte).

Preço: R$ 9,90

Data de lançamento: Dezembro de 2000

Sinopse

Pela primeira vez em muito tempo, a chamada de capa de uma revista da Abril se justifica. É isso mesmo, caro leitor: “Lamentamos informar que a esposa do Homem-Aranha morre nesta edição”.

Peter e Mary Jane continuam brigados, devido aos eventos que vêm se arrastando desde que ela descobriu que o marido voltou a ostentar sua identidade aracnídea.

Com viagem marcada para uma sessão de fotos do outro lado do mundo, ela parte enquanto o Homem-Aranha, depois de enfrentar uma série de imprevistos, não consegue encontrá-la no aeroporto. Peter volta para casa e fica analisando sua vida, quando ocorre uma tragédia com sua esposa.

Enquanto seus parentes e amigos mais próximos vão buscando notícias, Peter se envolve em mais uma série de imprevistos como o Homem-Aranha, chegando mesmo a enfrentar Kletus Casady (o alter ego do Carnificina), que, sem seu simbionte, não passa de um criminoso menor. Só bem mais tarde, ele descobre o destino de Mary Jane.

Voltando ao passado, em mais uma Teia do Tempo, uma história em que o Aranha precisa dar um basta na série de assaltos realizados pelo Abutre, e ainda salvar uma criança das garras do vilão. Obviamente, no meio do caminho, ele precisa convencer a polícia de Nova York de que é o herói da trama. Típico, mas ainda assim interessante.

Finalmente, acontece a estréia da Viúva Negra, que ocupa a maior parte da edição. E faz por merecer! Perto de mais um aniversário, Natasha Romanov faz um balanço de sua vida até então, quando é convocada para deter uma nova arma química que está sendo utilizada no Rafaquistão.

No entanto, a bela heroína não sabe que a Rússia já tem uma nova Viúva Negra, que fará de tudo para completar sua missão antes de Natasha, nem que, para isso, precise matar sua antecessora.

Positivo/Negativo

É chover no molhado dizer que o Aranha enfrenta uma fase sofrível. O que impressiona é a capacidade de Howard Mackie em torná-la ainda pior. A morte de Mary Jane pode ser considerada uma história até interessante, mas é só!

Além disso, o que acontece quando um personagem importante da Marvel morre? Portanto, não se surpreenda se logo, logo a ruiva reaparecer na vida do Cabeça-de-Teia.

Já A Teia do Tempo traz uma história bem legal, principalmente pelo belo texto de Rurik Tyler, que usa e abusa dos recordatórios, de forma bastante competente. A arte também se mostra satisfatória.

No entanto, em matéria de arte nada se compara à história da Viúva Negra. O roteiro de Devin K. Grayson, apesar de não ser brilhante, agrada por resgatar a Natasha Romanov espiã, de seus primeiros tempos; e não a vingadora dos dias atuais.

Mas o grande destaque fica com o belo trabalho do desenhista J. G Jones, extremamente valorizado pelo colorista Dan Kemp (que, em Spawn, geralmente, é obscurecido pelo parceiro Brian Haberlin), que trazem aquele “algo mais” à personagem, tornando-a o grande atrativo da aventura.

Classificação

3,5

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