HOMEM-ARANHA # 60

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2007


Título: HOMEM-ARANHA # 60 (Panini
Comics
) – Revista mensal

Autores: Homem-Aranha – Amigão da Vizinhança – Peter David (roteiro) e Mike Wieringo (desenhos);

Homem-Aranha – Marvel Knights – Peter David (roteiro) e Pat Lee (desenhos);

O Espetacular Homem-Aranha – Peter David (roteiro) e Mike Deodato (desenhos);

Pulse – Dinastia M – Brian Michael Bendis (roteiro) e Michael Gaydos (arte).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Janeiro de 2007

Sinopse: Homem-Aranha – O Outro – Qual a relação entre o precário estado de saúde do Homem-Aranha, seus misteriosos pesadelos e a volta do sinistro Morlun? Descubra na estréia de O Outro, saga que vai abalar irreversivelmente a vida do Amigão da Vizinhança.

Pulse – Jessica Jones está em vias de dar à luz. Mas ainda tem muito a resolver antes de ter um possível superbebê.

Positivo/Negativo: Quase todas as megassagas acabam com um resultado bem decepcionante. O problema é que, para justificar uma história de tantas partes, passando por todos os títulos do personagem, e para, principalmente, chamar a atenção da mídia especializada, a editora precisa de algo chocante.

Infelizmente, para causar esse choque acabam fazendo mudanças drásticas nos personagens, algo sobre o qual – todos sabemos – os leitores vão reclamar e algum roteirista quererá desfazer, geralmente de forma bem forçada.

Contudo, um resultado tosco não significa que a história toda será ruim. O começo de O Outro, a megassaga que vai mudar “para sempre” a vida do Homem-Aranha é um exemplo, pois começa muito bem.

Peter David faz um resgate de vários aspectos do personagem que às vezes são deixados de lado, seja para torná-lo mais sombrio, seja para adaptá-lo a uma nova situação, como ser um Vingador.

De cara, há um retorno ao verdadeiro Peter Parker, sempre pensando mil coisas, preocupado com tudo, esperando o momento que o seu tradicional azar vai atacar – o que, claro, acontece.

Em um daqueles que vai entrar para “os momentos típicos do Homem-Aranha”, Peter se lembra do seu treinamento com o Capitão América, tentando segurar duas balas simplesmente por confiar que pode fazer isso. Qualquer personagem normal teria um resultado fantástico, mas não o Aranha. Ele pega um dos projéteis, tendo aquela falsa sensação de sorte, enquanto o outro perfura a sua mão.

Isso é só o começo. Estão de volta os problemas conjugais com Mary Jane, os segredos que Peter tenta manter e a Tia May servindo sanduíches para um supervilão. Esse é o tipo de coisa que o fã do Aranha espera, pois o faz lembrar por que gosta do personagem.

No entanto, isso acaba vindo embrulhado em coisas como o retorno de um vilão sem propósito (Morlun) e outras conseqüências que serão vistas nas próximas edições.

Apesar de a revista brasileira ter uma história só, contínua, nos Estados Unidos ela se desenvolveu nos diversos títulos do Aracnídeo, com diferentes desenhistas. Não que fosse necessário (ou possível) ter só um artista, mas a Marvel deveria se organizar para ao menos garantir uma identidade visual.

A trama começa com a arte arredondada, com toques cartunescos de Mike Wieringo, passa para o estilo rápido, anguloso e muitas vezes disforme de Pat Lee e fecha com o desenho realista de referências fotográficas de Mike Deodato.

Todos os traços têm suas peculiaridades, méritos e defeitos; e funcionam à sua maneira, mas, de forma alguma, conversam entre si. Isso deixa o leitor perdido: por um lado a história continua normalmente, mas o visual, a narrativa, são totalmente díspares.

Depois das três primeiras partes de O Outro, a revista fecha muito bem com Pulse. A volta de Michael Gaydos à arte, além de conferir um visual fantástico, é totalmente coerente com a vida de Jessica Jones e faz o leitor lembrar da excelente Alias, na qual surgiu a personagem.

Além da história da gravidez e todas as dúvidas que se passam na mente de Jessica e sua conversa com Sue Richards, há a excelente participação de Luke Cage, que está em busca de seu novo uniforme.

Classificação:

4,0

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