Homem-Aranha # 9 – Abril – Premium

Por Rodrigo L. Monteiro
Data: 26 abril, 2001

Homem-Aranha # 9 - Abril - PremiumEditora: Editora Abril – Mensal

Autores: Homem-Aranha – Howard Mackie & Chris Golden (textos), John Byrne, John Romita Jr. & Mike Deodato Jr. (lápis), Dan Green, Scott Hanna, Joe Pimentel (nanquim), Joe Rosas & John Kalish (cores); A Morte de Galactus – Louise Simonson (textos), John Buscema (lápis), Bill Sienkiewicz (nanquim), Christie Scheele (cores); Vingadores – Kurt Busiek (textos), George Pérez (lápis), Al Vey & Bob Wiacek (nanquim) e Tom Smith (cores). Preço: R$ 9,90

Data de lançamento: Abril de 2001

Sinopse

Peter Parker segue sofrendo as conseqüências do “desaparecimento” de Mary Jane. Morando em um moquifo de 5ª categoria e sem um tostão, conta com a ajuda de amigos para se recuperar. Glory Grant, secretária de J. J. consegue uma entrevista para Peter em uma pequena firma tecnológica. Sem dinheiro sequer para pegar o metrô, ele resolve ir a pé. No caminho, acaba se envolvendo em um confronto com o Homem-Areia, Mysterio e Electro.

Na seqüência, ainda tentando desvendar se Jameson descobriu sua identidade, Peter sai à procura de qualquer coisa que gere fotos para o Clarim. Menos do Aranha, já que Jameson não as compra mais. Para seu azar, ao vestir o uniforme aracnídeo, ele cai numa armadilha do novo Kraven, que decide usar o Cabeça de Teia como isca para atrair Venom. Este, por sua vez, está em uma cruzada de vingança contra os membros do novo Sexteto Sinistro. Novamente, o heróis fica no meio de uma luta entre dois vilões.

Finalmente, Peter e Betty Brant são escalados para uma viagem à Suíça. O objetivo é realizar uma reportagem investigativa sobre um geneticista que vem conseguindo grandes progressos na área da clonagem. Mal sabia Peter que seu destino reservava um encontro com um dos mais famosos monstros da história: Frankenstein. Uma história do Aranha sem o Aranha.

A Morte de Galactus tem a sua seqüência. Alicia e o Surfista vão ao espaço confrontar o mais novo arauto do Devorador de Mundos. Enquanto o gigantão se aproxima da Terra, os Vingadores, o Quarteto Fantástico e o Homem-Aranha, além da própria Alicia e do Surfista armam uma rede de defesa para rechaçá-lo. No entanto, somente o sacrifício pessoal de um dentre todos os heróis consegue demover a vontade de Galactus de consumir a Terra.

O Visão está de volta aos Vingadores. E no momento em que o grupo mais precisa dele, já que não conta com a força de Thor e do Homem de Ferro. Os “Maiores Heróis da Terra” estão preocupados com o Gavião Arqueiro, sumido há semanas e, após descobrirem sua localização, partem em seu encalço e acabam entrando em confronto – e quase sendo derrotados – com os Thunderbolts. Quando os dois grupos parecem estar resolvendo o mal entendido entre si, uma nova ameaça surge e os obriga a unir forças para, mais uma vez, salvar o mundo da destruição.

Positivo/Negativo

Howard Mackie continua sua cruzada pessoal para tornar a revista do Homem-Aranha uma novela mexicana. Das piores, ainda por cima. Acompanho o Aranha desde 1984 e não me lembro de uma fase onde Peter Parker esteja tão chorão quanto agora. E o pior é que, além de reclamar de tudo, ele continua fazendo as mesmas bobagens de sempre, sacrificando sua vida pessoal em prol do seu alter-ego. Isso nem é altruísmo mais, é burrice! E o melodrama promete ser aumentado mês que vem, com a volta do Duende Verde às histórias do aracnídeo.

A viagem à Suiça é até interessante. Longe de Mackie, Peter é sempre mais bem aproveitado. A aparição do Frankenstein é interessante e o roteiro é bem amarrado. Vale também pela arte de Mike Deodato, apesar dela estar bem diferente ao que estamos acostumados a ver, isso graças à arte-final de Joe Pimentel.

Falando em arte-finalistas, é impressionante como Bill Sienkiewicz é um dos poucos do ramo que consegue deixar sua marca em qualquer desenho que finalize. Ao bater o olho, sabemos que ali tem seu dedo. Seu trabalho enriquece o traço do sempre competente John Buscema, apesar de descaracterizá-lo um pouco. A Morte de Galactus é atrativa apenas graças à dupla, porque a história em si é bem fraquinha e cheia de clichês. E continua mês que vem.

Fechando a edição, com “chave de ouro”, temos os Vingadores. Como sempre, Mr. Kurt Busiek dá uma aula de história marvete, recordando confrontos dos quais poucos leitores devem se lembrar; o que vale também para os editores da Abril, que não colocaram o popular recordatório dizendo “Essa história foi mostrada em tal edição de tal revista de tal ano”. Há várias referências a fatos recentes mostrados nas Premium, mas às histórias, provavelmente mostradas na época do formatinho, não há nada. Brilhante também o trabalho da equipe de ilustração. George Pérez mostra, mais uma vez, sua costumeira competência, tendo seu trabalho ainda mais valorizado graças ao colorista Tom Smith.

Esqueça o resto da revista e leia só os Vingadores. São os únicos que realmente valem a pena nessa edição.

Classificação

3,5

• Outros artigos escritos por

.

.

.