HQ – A Revista do Quadrinho Brasileiro # 4

Por Samir Naliato
Data: 6 abril, 2001

HQ - A Revista do Quadrinho Brasileiro # 4Editora: Editora Escala – Revista mensal

AutoresDiana – Bené Nascimento (história), Moysés Damasceno (texto), Jack Jadson e Carlos Paul (desenhos);

Nova Lágrima – Ronaldo Selistre (roteiro) e Marcos Porto (arte);

Scorpia – texto e desenhos de Jamenson “JC” e arte final de Omar Vignoli;

Aprendiz de Feiticeira – José Pimentel;

Não Estamos Sós – Mozart Couto;

Vícios… – Pajú.

Preço: R$ 3,99

Data de lançamento: Abril de 2000

Sinopse

A revista em formato magazine conta com seis histórias e tem 80 páginas. Pode-se encontrar os mais variados estilos de desenhos em histórias em preto-e-branco e coloridas.

A primeira se chama Diana, e mostra uma mulher que vive numa cidadezinha do interior, que se vinga dos homens da cidade que se “aproveitam” dela quando uma raça de Homens-Macacos surge para levá-la até um ritual para o seu Deus.

Nova Lágrima é a grande história da edição, com belos desenhos de Marcos Porto e um texto interessante de Ronaldo Selistre. O protagonista é Khan, um homem que tenta fugir do inferno para salvar sua alma, e acaba parando em uma espécie de limbo, chamado Nova Lágrima. Mas a conclusão é só no próximo número.

Scorpia é uma pequena história em preto-e-branco, de seis páginas, na qual duas mulheres caçadoras de recompensa armam algumas armadilhas para capturar suas presas.

Não Estamos Sós é um conto com críticas a nossa sociedade, feita por Mozart Couto, e Aprendiz de Feiticeira é sobre uma mulher que tenta libertar o Rei e seu filho da prisão para poder se casar com o herdeiro do reino.

A revista termina com uma história de humor negro, bem ao estilo cartum, na qual um homem tenta parar de fumar e entra para um curso de fumantes.

Positivo/Negativo

O ponto alto da revista é sem dúvidas a história Nova Lágrima. O final ainda consegue deixar o leitor interessado para ver a continuação, no próximo número. E a trama acabou salvando a edição.

Mas nem tudo são maravilhas. Excluindo o pequeno conto de Mozart Couto, as histórias que sobram não fariam falta. Tramas sem nexo, muitas cenas de nudez e sexo sem motivo algum. Além disso, nenhuma se passa no Brasil, o que é uma pena… A cidadezinha da primeira história é típica do interior americano, e o deserto é igual ao Texas. Só uma curiosidade: no final, o desenhista fez um homenagem ao Coringa e ao Duas-Caras, inimigos do Batman, quando aparece a cena do hospício.

Aprendiz de Feiticeira é um grande pretexto para mostrar sexo e mulheres nuas, com um final bem fraco. O príncipe gay chega a dizer “Casar com ela? Nem morta!”. O mesmo vale para história Scorpia É uma pena, porque uma iniciativa tão boa como esta merecia mais!

Classificação

2,0

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