J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga # 85

Por Lielson Zeni
Data: 17 fevereiro, 2012

J. Kendall - Aventuras de uma Criminóloga # 85Editora: Mythos – Revista mensal

Autores: Giancarlo Berardi (argumento), Giancarlo Berardi e Maurizio Mantero (roteiro) e Steve Boraley (arte) – Publicado originalmente em Julia # 85.

Preço: R$ 8,90

Número de páginas: 128

Data de lançamento: Dezembro de 2011

Sinopse

Chuva rubra – Uma tempestade forte e duradoura cobre Garden City. Além de todos os problemas de trânsito e risco dos alagamentos e enxurradas, um assassino em fuga dá trabalho à polícia e a Júlia Kendall.

Positivo/Negativo

Nas páginas iniciais, planos abertos e distantes que se aproximam quadro a quadro. Dessa forma, o leitor é apresentado ao cenário: uma cidade bastante urbanizada castigada pela chuva.

Pelo movimento, o leitor é conduzido ao centro da ação: dois homens discutem e lutam. A ação é feita de perto, com uma variação de plano e contraplano que compensa a grade fixa de seis quadros dos quadrinhos da editora italiana Sergio Bonelli.

A cena do combate é entrecortada por comentários dos vizinhos, que optam por não reagir, com uma exceção. Aqui, Giancarlo Berardi e Maurizio Mantero despejam sua crítica social costumeira nas histórias de Júlia.

A imigrante ilegal é quem avisa a polícia. Os demais optam por ouvir curiosos, proclamar não ser problema deles e apresentar uma posição reacionária estereotípica, que reclama da permissividade democrática.

Essa situação é o estopim da trama. E a partir dela começará a perseguição a um suspeito.

A linha narrativa se esfiapa em duas: na fuga desse suspeito e suas tentativas de busca de abrigo e de Júlia levando Emily para casa de carro.

Em ambas as situações, a chuva intermitente torna tudo mais difícil para os personagens. E mais interessante para os leitores. Essa chuva se colocará entre a ação dramática da HQ e os olhos do leitor durante toda a edição.

Mais que isso: diversas ações e momentos-chave surgirão por causa da água que cai sem parar.

A tempestade é um elemento para dar mais intensidade à trama, que revela aos poucos muito mais que uma difícil perseguição a um suspeito. O perseguido tem sua personalidade tão bem desenvolvida, que a doutora Júlia Kendall quase se torna coadjuvante na revista.

Ao fechar a edição, o leitor tem a convicção de ter lido uma das boas HQs de Júlia, daquelas que justificam a reação crítica sempre tão positiva ao fumetto da criminóloga.

Classificação

3,5

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